Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Clamor público justifica prisão cautelar na Operação Compliance Zero, diz criminalista
Publicado 16/04/2026 • 15:44 | Atualizado há 3 horas
Maior fabricante de chocolate do mundo reduz previsão de lucro com queda do cacau; ações despencam 17%
Trump afirma que líderes de Israel e do Líbano vão negociar
Analistas veem exagero em previsão sobre fim da hegemonia do dólar e avanço do “petroyuan”
EXCLUSIVO CNBC: Corrida por IA não levou a excesso de data centers, diz vice-presidente da IBM
EXCLUSIVO CNBC: CEO da Dell diz que IA americana deve estar amplamente disponível no mundo
Publicado 16/04/2026 • 15:44 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
A necessidade de responder ao sentimento de indignação da sociedade justifica a manutenção da custódia cautelar dos envolvidos no esquema de corrupção. É o que afirma Jaime Fusco, advogado criminalista, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Sobre a aplicação da lei no caso da Operação Compliance Zero, ele defendeu a legalidade da medida restritiva. “A regra no nosso ordenamento jurídico sempre vai ser a liberdade. Acontece que a legislação também permite que, diante de uma situação que traz um clamor público, a prisão pode ser decretada. Nesse caso, na minha avaliação, eu entendo que o clamor público existe e por isso a prisão é válida”.
O especialista destacou que falhas nos mecanismos de controle permitiram que as irregularidades, que somam R$ 140 milhões (R$ 707 milhões), ocorressem. “Nenhum sistema de fiscalização vai conseguir neutralizar o sujeito que é mau caráter e está na administração pública. A gente tem diversos controles que de alguma forma foram negligentes, e precisamos apurar essa negligência antes da responsabilidade criminal”, afirmou.
Leia mais:
‘Preciso dele feliz’: Mensagens de Vorcaro e ex-presidente do BRB no Whatsapp falam de negócios e propina na mesma conversa; veja
Prisão de ex-presidente do BRB indica gravidade das suspeitas e dificulta habeas corpus, diz criminalista
Para o advogado criminalista, as investigações envolvendo o Banco Master possuem uma gravidade que pode gerar desdobramentos comparáveis a grandes operações passadas. “A gente está diante de investigações que podem chegar a um desdobramento tão grande quanto a Lava Jato. O que impacta para a sociedade de modo geral é a questão da corrupção, pois estamos falando de um banco público onde a população é quem perde”, explicou.
A complexidade do esquema sugere, segundo o especialista, uma conivência técnica de quem deveria fiscalizar as instituições financeiras. “Ninguém monta uma engenharia financeira, como a Polícia Federal está colocando, com grandes ramificações de um dia para o outro. Isso é construído com apoio estrutural central de quem conhece e sabe como a fiscalização deveria operar dentro do Estado”, analisou.
Ele também reforçou o papel da Polícia Federal em garantir a transparência e a punição de todos os envolvidos na ciranda financeira. “O desafio hoje é conduzir o inquérito de uma forma que mostre em alto e bom tom que ninguém vai ficar impune. Isso inclui servidores de alto escalão e pessoas que deveriam ser os olhos do Estado para fiscalizar essas grandes operações bancárias”, concluiu.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Qual era o papel de Daniel Monteiro, advogado preso hoje junto com ex-presidente do BRB
2
O Boticário supera Natura em perfumaria, maquiagem e skincare; GMV soma R$ 38 bi em 2025; veja os dados
3
Shell e Cosan podem perder participação na Raízen? Entenda o risco
4
Anthropic lança Claude Opus 4.7, modelo que vai usar para aprender a controlar o mito que criou
5
Raízen intensifica negociações com credores após reuniões em NY e discute mudanças na gestão