Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
EXCLUSIVO: Caso Banco Master derruba reputação do STF para o pior nível desde 1988, aponta índice digital
Publicado 08/02/2026 • 07:00 | Atualizado há 3 meses
Waymo faz recall de 3,8 mil robotáxis após falha permitir entrada em ruas alagadas
Google acelera integração do Gemini ao Android antes de nova ofensiva de IA da Apple
eBay rejeita proposta de aquisição de US$ 56 bilhões da GameStop
Traders tratam gigante tradicional de tecnologia como a próxima ‘meme stock’
Casa Branca diz que IA ainda não elimina empregos, apesar de demissões no setor de tecnologia
Publicado 08/02/2026 • 07:00 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O Supremo Tribunal Federal (STF) registrou, em janeiro de 2026, o menor nível de reputação desde 1988, segundo o Índice de Reputação Digital (IRD), metodologia desenvolvida pela SocialData para avaliar a percepção digital de instituições brasileiras. O motivo dessa queda: como a Corte lidou com o caso do Banco Master, e as polêmicas envolvendo membros do STF que surgiram durante o processo de investigação.
O levantamento atribuiu ao STF um IRD geral de 4,2, classificação considerada “Insuficiente”, a primeira abaixo de 5,0 em toda a série histórica analisada.
De acordo com a pesquisa, o recuo mais recente está associado ao caso Banco Master, ocorrido no fim de 2025, que trouxe à tona questionamentos relacionados a conflitos de interesse envolvendo familiares de ministros, além de críticas à ausência de um código de ética formal e à transparência institucional.
“Observando a evolução da Reputação Digital, podemos identificar que os questionamentos que afetaram a reputação tinham base na percepção de politização (polarização) e ativismo judicial”, avalia Flávio Ferrari, fundador da SocialData. “O caso do Banco Master provocou questionamentos sobre a integridade de alguns membros da Corte e de seus princípios éticos, o que é mais grave, e afeta todas as dimensões reputacionais da instituição”, complementa.
Leia também: Sob sombra do Banco Master, Fachin prega ‘limites’ e defende Código de Ética para o STF
Ferrari explica que a reputação do STF já vinha sendo gradativamente afetada pela crescente percepção de falta de transparência e ativismo político, bem como pelo crescente volume de decisões monocráticas. “O caso do Banco Master, em curso, é preocupante por afetar a percepção de fatores como ética e integridade, levando a situação a um ponto próximo do crítico.”
No caso da influência do Master no resultado, as dimensões com pior desempenho foram Integridade e Ética dos Membros (2,8), Imparcialidade e Independência (3,0) e Transparência e Abertura (3,2).
Diferentemente das pesquisas tradicionais, que batem de porta em porta, a análise da SocialData mergulha no “pensamento” dos grandes algoritmos de linguagem. O índice reflete a opinião consolidada pelas IAs conversacionais, que hoje funcionam como os novos curadores da verdade digital. Para chegar a esse veredito, os algoritmos não “agem por impulso” – eles filtram a realidade através do critério E-E-A-T (Experience, Expertise, Authoritativeness and Trustworthiness – Experiência, Especialização, Autoridade e Confiabilidade).
Para compor esse retrato fiel, a IA atuou como uma superpesquisadora, processando desde documentos oficiais e acórdãos do próprio Tribunal até pesquisas acadêmicas, relatórios de instituições e o termômetro das notícias publicadas pela mídia.
Leia também: Caso Master: Senador procura Toffoli e pressiona STF após decisões travarem CPMI do INSS
“É importante observar que a ‘compreensão’ das IAs (interpretação algorítmica) é mais ampla do que a da média das pessoas, porque ela sintetiza a compreensão dos especialistas e da mídia. As IAs conversacionais vêm assumindo o papel de ‘autoridades explicadoras’, e influenciarão a compreensão do público em geral”, aponta Fábio Ferrari.
O principal destaque do estudo é a queda abaixo do patamar mínimo de adequação, indicando uma mudança relevante na avaliação da Corte. Até 2025, mesmo em um contexto de forte polarização política, o STF permanecia classificado como “adequado”, ainda que em declínio gradual.
A análise histórica mostra uma tendência contínua de redução do índice ao longo das últimas décadas. O STF obteve IRD estimado de 7,8 entre 1988 e 2010, período caracterizado por alta legitimidade institucional. O índice caiu para 6,8 entre 2012 e 2015, 5,5 entre 2015 e 2020 e 5,0 no intervalo de 2021 a 2025, refletindo mudanças no ambiente político, maior exposição pública da Corte e controvérsias relacionadas a decisões judiciais.
Leia também: Com Cármen Lúcia como relatora, STF põe Código de Ética no centro da agenda
Pesquisas de opinião pública citadas no estudo indicam que, em 2025, o Poder Judiciário ocupava a 13ª posição no ranking de confiança entre instituições brasileiras, com índices próximos de 50 pontos, atrás de instituições como Corpo de Bombeiros, escolas públicas e forças de segurança, e à frente apenas de partidos políticos, Congresso Nacional e sindicatos.
O relatório conclui que os dados apontam para uma deterioração consistente da reputação institucional do STF, destacando a importância de medidas voltadas à transparência, governança e padronização de critérios éticos para a recuperação dos níveis históricos de confiança.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
BC multa Banco Topázio em R$ 16,2 milhões, veta operações com cripto e põe outras instituições no radar
2
Linha do tempo: como os sócios da Naskar abandonaram a sede e sumiram com o dinheiro de investidores
3
Rombo contábil de R$ 5 bilhões na Aegea afeta Itaúsa e adia planos de IPO
4
Ex-jogador de vôlei e ex-ESPN está entre sócios da Naskar, fintech que sumiu com quase R$ 1 bilhão de clientes
5
Como gigantes do e-commerce pressionaram o Elo7? Entenda o que aconteceu