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Fernanda Rocha alerta: ‘Tudo conspira para corroer a renda dos mais pobres’, diz notável sobre impacto da inflação nas famílias
Publicado 04/05/2026 • 23:14 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 04/05/2026 • 23:14 | Atualizado há 5 meses
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A inflação atua como um mecanismo de perda de renda mais intenso para as famílias de baixa renda, corroendo o poder de compra ao longo do tempo. Trata-se de uma redução gradual do poder aquisitivo, muitas vezes pouco percebida no curto prazo pelo trabalhador, mas que se acumula de forma consistente.
“É como se todo mês entrasse um ladrão na nossa casa e levasse parte do nosso salário. Nas camadas mais baixas, o aluguel encarece e falta dinheiro para completar o mês, o que leva a dívidas caras como o rotativo do cartão; tudo conspira para acabar com a renda do pobre o quanto antes”, disse a notável Fernanda Rocha, assessora de investimentos da Monte Bravo ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Entre as causas principais, a assessora destacou o excesso de dinheiro no mercado e a falta de disciplina fiscal, que diluem o valor da moeda. Segundo a assessora de investimentos, quanto mais dinheiro o governo coloca na economia e quanto mais imprime para rolar a própria dívida, mais há diluição desse dinheiro. “É como um suco que, para servir mais pessoas, eu coloco água e ele fica menos saboroso. Esse excesso de moeda circulando aumenta a demanda e faz os preços subirem”.
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Siga o Times | CNBCPara controlar o avanço dos preços, o Banco Central utiliza a política monetária, embora o equilíbrio fiscal dependa diretamente das decisões políticas do governo. O Banco Central ajusta a taxa Selic para tornar o crédito mais caro e, assim, conter a inflação de demanda.
Por outro lado, a política fiscal também desempenha um papel fundamental: quanto maiores os gastos do governo, maior tende a ser a necessidade de financiamento, o que pode elevar a dívida pública e ampliar a quantidade de dinheiro em circulação na economia, contribuindo para a pressão inflacionária.
Por fim, Rocha ressaltou que a credibilidade das autoridades é fundamental para evitar a chamada inflação de inércia. “Se eu já sei que a inflação está desancorada, eu já antecipo a alta do meu produto e subo o preço antes mesmo da necessidade. Por isso, o mandatário tem que ser irredutível e implacável contra a inflação, pois qualquer brecha na confiança faz com que ela não aceite desaforo e empobreça a sociedade”, concluiu.
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