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De 15,6 GW para 11,6 GW: o que explica a desaceleração da energia solar
Publicado 06/05/2026 • 12:03 | Atualizado há 1 uma semana
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Publicado 06/05/2026 • 12:03 | Atualizado há 1 uma semana
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Foto; Freepik
De 15,6 GW para 11,6 GW: o que explica a desaceleração da energia solar
O setor de energia solar no Brasil vive um momento de mudanças nos investimentos por parte de usinas e consumidores comuns. Por um lado, os investimentos na tecnologia já ultrapassaram R$ 300 bilhões, consolidando a fonte energética como uma das principais do setor elétrico. Entretanto, o ritmo de crescimento perdeu força no último ano, levantando dúvidas sobre os próximos passos da categoria.
Mesmo com a presença em todo o país e uma energia limpa, a desaceleração recente chama atenção sobre o uso de placas solares. Apesar de ainda existir procura por parte dos consumidores, o ritmo menor é um fator decisivo.
O principal sinal de desaceleração aparece na potência adicionada à matriz energética. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), em 2024, o setor produziu cerca de 15,6 gigawatts (GW). Já em 2025, esse volume caiu para 11,6 GW.
Na prática, isso representa uma queda de 25,6% no ritmo de expansão. Dessa forma, novos projetos que utilizam a energia solar seguem surgindo, mas com investimentos menores.
De acordo com a Agência Brasil, a desaceleração se explica, principalmente, por dois fatores principais responsáveis pelos números negativos. Entre eles, cortes na geração de usinas renováveis que produzem energia excedente, sem compensação financeira para os empreendedores.
Além disso, pequenos sistemas enfrentam dificuldades para se conectar à rede elétrica, devido à limitação de capacidade da infraestrutura.
Confira os principais números do setor de energia solar no Brasil:
Apesar da desaceleração energética solar, o Brasil ainda mantém um número positivo no setor. O país já soma 68,6 GW de capacidade instalada em energia solar. Além disso, o setor gerou mais de 2 milhões de empregos na última década e acumulou R$ 95,9 bilhões em arrecadação pública.
Hoje, a fonte representa 25,3% da matriz elétrica nacional, ocupando a segunda posição entre as principais fontes de energia. O Brasil conta com usinas de grande porte em várias regiões e sistemas de geração distribuída instalados em mais de 5 mil municípios.
Leia também: Diversificação energética: Itaipu testa energia solar para ampliar geração elétrica
Para a presidente do conselho da entidade da Absolar, Barbara Rubim, a prioridade agora é garantir uma expansão sustentável da energia solar. Isso passa por melhorias regulatórias, fortalecimento do mercado livre de energia e incentivo a tecnologias complementares, como armazenamento e hidrogênio verde.
Entre as principais propostas da entidade está a regulamentação do armazenamento de energia elétrica dentro do Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi). Segundo a associação, essas medidas podem avançar por meio de decretos presidenciais ou portarias ministeriais, sem a necessidade de aprovação de projetos de lei ou medidas provisórias no Congresso.
Além disso, a Absolar defende ajustes para estimular projetos de armazenamento de energia solar dentro do regime especial, especialmente em setores da economia impactados pela reforma tributária.
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