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O que investiga a 6ª fase da Operação Compliance Zero?
Publicado 18/05/2026 • 10:45 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 18/05/2026 • 10:45 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O que investiga a 6ª fase da Operação Compliance Zero?
A Polícia Federal deflagrou, na última quinta-feira (14), a sexta fase da Operação Compliance Zero, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar em esquemas de intimidação, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de sistemas informáticos.
A ação ocorreu em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde agentes cumpriram sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça.
A nova etapa da investigação mira um grupo apontado pela PF como responsável por monitorar adversários, acessar informações sigilosas ilegalmente e pressionar jornalistas e autoridades.
Também foram determinadas medidas de afastamento de cargos públicos, além do bloqueio e sequestro de bens dos investigados.
Segundo a Polícia Federal, a operação busca aprofundar apurações sobre uma estrutura clandestina que teria sido usada para proteger interesses ligados ao Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Os investigadores afirmam que o grupo atuava com práticas de ameaça, obtenção irregular de dados e articulações para manipular informações públicas.
As investigações apontam que integrantes da organização realizavam invasões a dispositivos eletrônicos, monitoramento de alvos e tentativas de remover conteúdos negativos da internet. A PF também apura pagamentos para divulgação de publicações favoráveis ao banco e ao empresário.
Entre os crimes investigados estão organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, ameaça, violação de sigilo funcional e invasão de dispositivos informáticos.
Um dos alvos da operação foi o empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Ele foi preso preventivamente por suspeita de participação no grupo investigado.
Henrique Vorcaro é fundador do Grupo Multipar, conglomerado que atua nos setores de engenharia, energia, agronegócio e mercado imobiliário em Minas Gerais. De acordo com a PF, ele aparece como beneficiário de movimentações financeiras atribuídas ao filho.
Leia também: Pai de Daniel Vorcaro é preso na sexta fase da Operação Compliance Zero
Os investigadores também afirmam que ele teria ligação com uma estrutura chamada “A Turma”, apontada como uma espécie de milícia privada usada para intimidar críticos e adversários do ex-banqueiro.
As investigações revelaram mensagens que indicariam discussões sobre agressões físicas contra o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Segundo a PF, as conversas envolveriam integrantes do grupo investigado e teriam partido de pessoas próximas a Daniel Vorcaro.
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Siga o Times | CNBCA operação também levou à prisão de uma delegada da Polícia Federal suspeita de integrar o esquema. De acordo com a investigação, membros da organização teriam utilizado acessos e informações privilegiadas para monitorar alvos e obter dados sigilosos.
Leia também: Caso Master: PF investiga aplicação de R$ 107 milhões do fundo de previdência de Cajamar
Outro nome citado no inquérito é Luiz Mourão, conhecido pelo apelido de “Sicário”. Conforme a PF, ele atuaria em ações de invasão de sistemas federais e monitoramento clandestino.
A Operação Compliance Zero já soma seis etapas e vem ampliando o alcance das investigações sobre possíveis crimes financeiros e estruturas paralelas de espionagem e intimidação.
Em março, Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, também foi preso preventivamente. A suspeita é de que ele coordenava pagamentos destinados aos integrantes do grupo investigado.
Ainda naquele período, Luiz Mourão morreu após ser preso. A Polícia Federal concluiu que ele cometeu suicídio.
Os advogados de Daniel Vorcaro afirmaram que as decisões judiciais se baseiam em fatos que ainda não teriam sido devidamente esclarecidos pela defesa.
Em nota, os defensores disseram que irão apresentar documentos e explicações para demonstrar a legalidade das operações financeiras citadas na investigação.
Leia mais:
A defesa também argumentou que medidas cautelares menos severas poderiam ter sido adotadas antes das prisões preventivas determinadas pelo STF, na Operação Compliance Zero.
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