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Por Nathalia Gimenes
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Publicado 30/04/2026 • 11:07 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Agência Senado
Votação no Senado: veja como foi o placar que barrou Messias
A votação no Senado da última quarta-feira (29) ocorreu em meio a forte tensão entre governo e Casa Legislativa. A indicação de Jorge Messias ao STF já gerava expectativa, após semanas de articulações e desgaste na relação entre o Planalto e parte dos senadores.
Jorge Messias foi escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga aberta no STF após a aposentadoria de Luiz Roberto Barroso, prevista para dezembro de 2025. Desde o anúncio, o nome já circulava em meio a movimentações políticas intensas, com sinais distintos dentro do Senado, entre apoios e resistências ao longo da tramitação.
No plenário, o resultado ampliou o peso político da decisão. O episódio entrou para a história como a primeira rejeição recente de uma indicação da Presidência da República ao STF pelo Senado, fato que não ocorria desde 1894, no governo Floriano Peixoto.
O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias por 42 votos contrários e 34 favoráveis, além de uma abstenção.
O nome precisava alcançar ao menos 41 votos positivos para ser aprovado e assumir a vaga no STF. Portanto, o placar não apenas impediu a nomeação, como também consolidou uma derrota para o governo dentro do Senado, já que a margem de rejeição superou o mínimo necessário com folga.
O resultado do plenário contrastou diretamente com a etapa anterior do processo. Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), os senadores aprovaram Messias por 16 votos a 11, o que indicava, naquele momento, uma possível vantagem para a confirmação no Senado.
No entanto, o cenário mudou na votação final, evidenciando a diferença de posicionamento entre as etapas e a influência da articulação política nos bastidores até o momento do plenário.
Entretanto, é importante destacar que a votação ocorre de forma secreta, o que adicionou ainda mais incerteza ao processo. Essa característica impede a identificação individual dos votos, revelando apenas o resultado final. Como consequência, o ambiente político ficou ainda mais marcado por especulações sobre alinhamentos, dissidências e movimentações internas entre as bancadas.
Leia também: Quem são os protagonistas da derrota histórica de Lula com Messias
Desta forma, com 34 votos a favor e 42 contra, o Senado rejeitou o nome de Jorge Messias para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso no STF. Isso não acontecia havia 132 anos, desde 1894, e representa uma crise de grandes proporções ao Palácio do Planalto.
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