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Exportações do agronegócio brasileiro batem recorde de US$ 16,6 bilhões em abril

Publicado 25/05/2026 • 18:04 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • As exportações do agronegócio brasileiro atingiram recorde de US$ 16,65 bilhões em abril, impulsionadas pela soja e pela carne bovina, com apoio de uma supersafra de 180 milhões de toneladas.
  • A demanda da China aumentou as exportações brasileiras devido às disputas comerciais com os EUA e às cotas de importação, que aceleram as compras de carne para garantir espaço no mercado chinês.
  • Apesar da forte dependência comercial entre Brasil e China ser vista como interdependência, mudanças em acordos com os EUA ou problemas logísticos podem reduzir a participação brasileira nas exportações futuras.

As exportações do agronegócio brasileiro atingiram a marca histórica de US$ 16.650 milhões (R$ 83.583 milhões) em abril, impulsionadas pelo embarque recorde de soja e pelo crescimento nas vendas de carne bovina.

Gabriel Viana, economista e especialista nos mercados de soja e biodiesel, destacou que a supersafra nacional de 180 milhões de toneladas ampliou o excedente para o comércio exterior.

Viana explicou, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, que as disputas tarifárias globais direcionaram a demanda do país asiático para a produção sul-americana.

“Esse dado veio tão forte na temporada anterior por conta aí de compras chinesas, né? A questão da guerra comercial entre Estados Unidos e China, principalmente, traz o mercado chinês aqui em cima da soja brasileira e traz esse suporte para as exportações brasileiras. E na temporada atual, o mesmo cenário”, esclareceu.

O especialista apontou que a corrida dos compradores para garantir espaço dentro das cotas de importação tem acelerado os embarques de proteína animal.

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Ele explicou que a questão das carnes envolve um fator mais específico: a existência de cotas de importação na China. Por haver um limite para a entrada de carne brasileira, compradores chineses estariam se apressando para garantir sua participação dentro dessas cotas.

Sobre a dependência comercial, o economista ponderou que a relação entre Brasil e China é de necessidade mútua.

Segundo ele, a China também depende do Brasil, o que torna essa relação uma interdependência que não representa grandes riscos para o país. No entanto, ele destacou que eventuais acordos entre Xi Jinping e Donald Trump podem trazer impactos. Se a China voltar a comprar soja americana em maior volume, o Brasil poderá perder participação nas exportações no segundo semestre.

“A dificuldade na logística pode continuar, então ele pode acabar comprando, mas a entrega pode acabar atrasando. Então existe uma preocupação também nesses termos; não é só questão de preço que realmente subiu muito, disparou quando a gente teve a guerra, por conta justamente da parte logística, da parte de oferta e a questão até mesmo do petróleo”, concluiu.

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