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Azzas sofre com disputa entre sócios, mas mercado ainda vê valor no grupo

Publicado 20/05/2026 • 18:45 | Atualizado há 9 minutos

KEY POINTS

  • Estrategista afirma que a Azzas tem marcas fortes, boa geração de caixa e não enfrenta problema de solvência.
  • Para Eduardo Velho, conflito entre sócios pressiona a percepção de governança e pode gerar desconto nas ações.
  • Ele avalia que uma eventual cisão poderia simplificar a estrutura do grupo e ajudar na recuperação de margens.

A disputa entre os sócios da Azzas tem pressionado a percepção de governança da companhia, mas não representa um problema financeiro estrutural, afirmou Eduardo Velho, sócio e estrategista da Bravonte Capital.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Velho disse que o grupo reúne marcas consolidadas no varejo de moda, como Arezzo, Reserva, Hering, Schutz e Farm, e segue com resultados financeiros considerados sólidos.

“É uma empresa que está com resultados financeiros bons, uma geração de caixa que foi boa. Realmente também não tem nenhum estresse bancário, não tem estruturalmente problemas de solvência no mercado”, afirmou.

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Segundo o estrategista, a preocupação atual do mercado está concentrada na governança corporativa, na disputa societária e no risco de queda de margens em um ambiente de juros altos e desaceleração do consumo.

“A grande questão é a governança corporativa de curto prazo, que tem que ser resolvida rapidamente”, disse.

Velho afirmou que a Azzas tem marcas de difícil substituição e uma posição relevante no mercado brasileiro, além de buscar expansão internacional com a Farm. Para ele, esses fatores sustentam uma visão positiva para a companhia no médio prazo, desde que o ruído societário seja superado.

“Passado esse movimento de ruído societário e de governança, a empresa tem tudo realmente para subir”, afirmou.

O estrategista disse que parte da pressão sobre as ações reflete o desconforto de investidores com a reorganização societária e com a possibilidade de impactos nos próximos resultados trimestrais. Ele também citou o cenário macroeconômico, com juros elevados e perda de fôlego do consumo, como fator de curto prazo para o setor.

Questionado sobre a possibilidade de uma cisão do grupo, Velho afirmou que o cenário pode fazer sentido do ponto de vista financeiro. Segundo ele, uma estrutura mais simples poderia favorecer a operação e contribuir para a melhora de margens.

“Por ter muitas empresas, uma cisão gera uma simplificação operacional e tende a ajudar a melhorar a margem de lucro da empresa”, afirmou.

Apesar disso, o estrategista disse que a companhia não enfrenta um quadro de fragilidade financeira. Para ele, a capacidade de endividamento segue adequada, e a geração de caixa esperada para os próximos trimestres continua sendo vista de forma positiva pelo mercado.

“É uma questão momentânea do mercado”, disse.

Velho também afirmou que o caso da Azzas evidencia os desafios de integração cultural em grandes fusões no varejo. Segundo ele, empresas com perfis diferentes precisam alinhar processos, estratégia e cultura para evitar ruídos que possam afetar o valor de mercado.

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“Antes de fazer uma compra de uma empresa ou uma fusão, você tem que integrar essa cultura das empresas para não ter esse desconto, esse ruído no mercado”, afirmou.

Na avaliação do estrategista, a Azzas ainda tem uma perspectiva positiva no médio prazo, especialmente se o Brasil entrar em um ciclo mais claro de queda de juros a partir de 2027. Ainda assim, ele afirmou que a solução da disputa de governança é condição importante para que a empresa volte a ganhar tração junto aos investidores.

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