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Quando os bancos devem injetar R$ 32,5 bilhões para reforçar caixa do FGC? Veja datas

Publicado 12/03/2026 • 16:20 | Atualizado há 4 semanas

as regras do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) atualmente são estabelecidas por resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Foto: divulgação/FGC.

FGC

A liquidação do Banco Master e de outras instituições financeiras demandou 43% da liquidez do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Ao todo, serão necessários R$ 51,8 bilhões para ressarcir todos os credores e investidores do banco e suas subsidiárias, que também foram liquidadas.

Agora, de acordo com a nota divulgada pelo Banco Central, os bancos anteciparão R$ 32,5 bilhões em contribuições no dia 25 de março de 2026. O acordo prevê pagamentos mensais e os valores são equivalentes a 60 meses de contribuições ao fundo. 

Por que o FGC precisa de valores antecipados?

O objetivo, de acordo com o FGC, é recompor o caixa e preservar a solidez patrimonial da instituição, garantindo capacidade de cumprir suas obrigações dentro das regras do sistema financeiro.

Em meio aos ressarcimentos, a entidade passou a negociar com os bancos associados uma forma de adiantar contribuições para recompor os recursos. Nesse sentido, conforme noticiado anteriormente, a proposta previa a antecipação de cinco anos de contribuições, gerando um aporte imediato de cerca de R$ 30 bilhões. 

Além disso, a divisão seguirá o volume de depósitos de cada instituição. Contudo, a maior parte do valor nos grandes bancos viria dos 5 principais, como: Itaú, Bradesco, Santander, Caixa e Banco do Brasil – que devem responder por 70% do valor total. 

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Enquanto isso, outros 30% seriam cobertos por contribuições vindas das outras 250 instituições financeiras ligadas ao FGC. 

Por fim, o FGC também estudou a hipótese de cobrar taxas extras para arrecadar cerca de R$ 3 bilhões. Junto a isso, considerava-se também uma contribuição extraordinária anual equivalente à metade da alíquota padrão (0,01% sobre depósitos elegíveis), com potencial de gerar R$ 15 bilhões em cinco anos.

O FGC está recompondo recursos enquanto paga garantias de bancos em liquidação. Já foram pagos R$ 38,4 bilhões (94%) aos credores do conglomerado Master, beneficiando 675 mil pessoas (87%).

No caso do Will Bank, a previsão é de R$ 6,3 bilhões em garantias; até agora, foram pagos R$ 115 milhões para clientes com até R$ 1.000, atendendo cerca de 935 mil pessoas (65% dessa etapa). Para o Banco Pleno, estima-se 160 mil credores com R$ 4,9 bilhões em depósitos elegíveis, que serão pagos pelo aplicativo do FGC após a consolidação da lista de credores.

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