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Colecionáveis de luxo viram investimento: conheça empresas que criaram nova classe de ativos
Publicado 15/09/2026 • 09:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 15/09/2026 • 09:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Colecionáveis de luxo viram investimento conheça empresas que criaram nova classe de ativos
O mercado de luxo encontrou uma nova forma de atrair investidores. Bolsas, relógios, carros, tênis e outros itens que antes circulavam principalmente entre colecionadores passaram a entrar na estratégia de empresas que buscam transformar esses produtos em ativos financeiros.
A movimentação acompanha o interesse de investidores por bens físicos capazes de preservar ou aumentar seu valor. Ao mesmo tempo, o modelo abre espaço para novos negócios no setor de luxo.
Leia também: Carro de luxo de R$ 16 milhões vai a leilão nos EUA; veja modelo
Empresas especializadas criaram estruturas corporativas para transformar o consumo de alto padrão em produtos de investimento. Um dos exemplos é a Luxus, startup de tecnologia que captou US$ 1 milhão (R$ 5,1 milhões) com aporte mínimo de US$ 100.000 (R$ 512 MIL) para negociar bolsas Birkin e Kelly no mercado secundário.
Além disso, outras companhias, como a alemã Konvi, oferecem cotas de bens, como uísque e veículos clássicos, para investidores de varejo, usando gestores para liquidar os ativos após um período determinado, de acordo com o Robb Report.
A busca por bens físicos reflete também uma mudança nos investidores atuais. De acordo com especialistas, os compradores de alta renda enxergam os itens de luxo como investimento e instrumento de “prestígio social”.
Dados da pesquisa realizada em parceria entre Art Basel e UBS mostram que a Geração Z destinou 56% de seus gastos a itens colecionáveis, superando a média global de 41% das outras faixas etárias.
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Siga o Times | CNBCApesar de fazer parte dos investimentos atuais, aplicar recursos em bens físicos traz riscos durante a operação. Investidores precisam arcar com despesas de segurança e seguros contra roubos e danos.
Além disso, outro desafio envolve a autenticidade das peças negociadas em mercados paralelos. Produtos falsificados e com produções idênticas às originais podem colocar em risco os investimentos realizados.
Dessa forma, mesmo crescendo entre investidores, aplicar montantes em bolsas, tênis, roupas em geral e joias depende diretamente da autenticidade dos itens anunciados.
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Analistas de mercado alertam para a instabilidade dos investimentos adotados. Especialistas afirmam que essas operações criam raridades comparáveis às criptomoedas e ao mercado de arte contemporânea dos anos 2000.
Segundo os analistas, compradores reais enxergam itens como relógios de alto padrão e carros antigos apenas como hobby e diversão, e não como uma estratégia financeira formal. Além disso, eles sustentam que os modelos de luxo dependem de investidores específicos, o que expõe o público a riscos de liquidez e a crises de reputação das marcas.
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