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Negócio de até US$ 1,5 bilhão: quem são os compradores dos ativos da Raízen
Publicado 12/05/2026 • 15:00 | Atualizado há 2 dias
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Publicado 12/05/2026 • 15:00 | Atualizado há 2 dias
KEY POINTS
Foto: divulgação/Raízen
Negócio de até US$ 1,5 bilhão: quem são os compradores dos ativos da Raízen
A venda dos ativos da Raízen na Argentina, estimada entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão, vai muito além de uma simples movimentação de mercado.
O negócio, que envolve a refinaria Dock Sud e uma ampla rede de postos de combustíveis da Shell, coloca no centro dois empresários argentinos que há anos atuam em diferentes setores da economia do país.
De um lado, a multinacional suíça Mercuria Energy Group. Do outro, dois nomes já conhecidos no ambiente empresarial argentino: José Luis Manzano e Daniel Vila.
Leia também: O que está à venda na negociação da Raízen na Argentina?
José Luis Manzano não começou sua trajetória no setor privado. Pelo contrário, ele ganhou projeção inicialmente na política argentina.
Nos anos 1990, foi ministro do Interior durante o governo de Carlos Menem e, além disso, também atuou como deputado nacional, de acordo com o Estadão. Posteriormente, após deixar a vida pública, migrou para o setor empresarial e, assim, passou a construir uma atuação ampla em energia, mineração e mídia.
Hoje, Manzano é um dos sócios da Phoenix Global Resources, além de ter participação em projetos ligados à mineração, como a Mineradora Aguilar. Ele também integra o grupo que controla a Edenor, uma das principais distribuidoras de energia elétrica da Argentina.
Daniel Vila seguiu uma trajetória diferente, mas complementar. Ele iniciou sua carreira ao lado de Manzano e acabou se tornando sócio em diversos negócios.
Seu principal destaque está no setor de comunicação, no qual é um dos controladores do Grupo America, um dos maiores conglomerados de mídia da Argentina.
Além disso, Vila expandiu sua atuação para energia, petróleo e turismo, consolidando um portfólio diversificado que hoje o coloca entre os empresários mais influentes do país.
A atuação conjunta de Manzano e Vila não se limita à compra dos ativos da Raízen. Eles já são parceiros da Mercuria em outros projetos, como a Phoenix Global Resources, produtora de petróleo na Argentina.
Com a possível aquisição, essa estrutura ganha ainda mais força. O objetivo é integrar produção, refino, transporte e comercialização, criando uma operação verticalizada no setor energético argentino.
Leia também: Raízen: o que a empresa pode ganhar com a venda de ativos na Argentina
A venda dos ativos da Raízen faz parte de um movimento mais amplo de reorganização da Cosan, controladora da companhia em parceria com a Shell.
Os recursos levantados devem ser usados para reforçar a estrutura financeira e reduzir endividamento, dentro de um plano de recuperação extrajudicial em negociação com credores.
Antes disso, a Raízen chegou a negociar os ativos com a estatal saudita Saudi Aramco, mas as conversas não avançaram.
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