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Publicado 29/05/2026 • 14:00 | Atualizado há 48 minutos
KEY POINTS
Foto: Divulgação
Oferta bilionária ligada à Universal Music enfrenta novo impasse envolvendo acionistas; entenda
A tentativa do investidor bilionário Bill Ackman de assumir o controle da Universal Music Group ganhou um novo obstáculo na última quarta-feira (27).
O Grupo Bolloré, um dos principais acionistas da gravadora, afirmou publicamente que é contra a proposta apresentada pela Pershing Square Capital, fundo comandado por Ackman, avaliada em cerca de US$ 65 bilhões.
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A declaração foi feita durante a assembleia anual de acionistas do conglomerado francês. Na ocasião, o diretor-executivo Cyrille Bolloré disse que considera a oferta abaixo do valor real da empresa e defendeu que a administração da Universal rejeite o negócio.
De acordo com o The Wall Street Journal, a posição do grupo francês aumenta a pressão sobre as negociações e pode dificultar os planos da Pershing Square de avançar com a operação.
Isso porque a família Bolloré possui uma das participações mais relevantes da Universal Music e concentra quase 40% dos direitos de voto da companhia.
A proposta apresentada pela Pershing Square em abril previa o pagamento de 30,40 euros por ação, em uma combinação de dinheiro e papéis.
O valor total da operação foi estimado em 55,89 bilhões de euros, equivalentes a aproximadamente US$ 65 bilhões.
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Apesar do interesse de Ackman, a resistência de acionistas estratégicos passou a ser vista como um entrave importante para o avanço das negociações. Pelas regras apresentadas no plano da Pershing, o acordo precisaria do apoio de dois terços dos votos para ser aprovado.
Além da família Bolloré, outros grupos relevantes também possuem participação na Universal Music, entre eles a Vivendi e a chinesa Tencent Holdings.
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Durante apresentação a investidores, realizada em abril, Ackman chegou a reconhecer a importância do apoio do grupo francês para que o negócio prosperasse. Na ocasião, afirmou que, sem o aval da Bolloré, não haveria acordo.
A Universal Music Group é considerada a maior gravadora do mundo e reúne artistas de enorme alcance global, como Lady Gaga, Taylor Swift, Billie Eilish e os Beatles.
Ackman tenta há anos aproximar a companhia do mercado financeiro dos Estados Unidos. A estratégia da Pershing envolve a fusão da Universal com a Pershing Square Sparc Holdings, estrutura criada especificamente para viabilizar a operação.
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O plano prevê ainda a transferência da listagem das ações da bolsa de Amsterdã para a Bolsa de Valores de Nova York. A nova empresa teria sede em Nevada, nos Estados Unidos.
Segundo a Pershing Square, as ações da Universal estariam sendo negociadas abaixo do potencial da companhia por fatores como dúvidas envolvendo a estrutura acionária, falta de uma política clara de alocação de capital e uso considerado limitado do balanço financeiro.
Nos últimos 12 meses, as ações da Universal acumulam queda próxima de 30% na bolsa de Amsterdã. O movimento ocorre após um período de forte expansão, impulsionado pelo crescimento das plataformas de streaming durante a pandemia.
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Embora as receitas com assinaturas digitais continuem relevantes, o ritmo de crescimento desacelerou em comparação aos anos anteriores.
No primeiro trimestre deste ano, a empresa divulgou resultados considerados fracos pelo mercado. A companhia também informou que pretende vender metade de sua participação de 3,1% no Spotify e utilizar parte dos recursos para recomprar ações.
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O novo posicionamento do Grupo Bolloré reforça o clima de incerteza em torno da proposta de Ackman e sinaliza que a disputa pelo futuro da Universal Music ainda deve enfrentar novas etapas antes de uma definição.
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