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Asteba e Asseba: conheça as associações citadas no caso do Banco Master?
Publicado 19/09/2026 • 21:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 19/09/2026 • 21:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Quem são Asteba e Asseba, associações citadas no caso Banco Master?
A Asteba e a Asseba são duas associações de servidores públicos com atuação na Bahia que aparecem nas investigações envolvendo o Banco Master. As entidades oferecem benefícios como serviços médicos, odontológicos, laboratoriais, jurídicos e auxílio financeiro aos associados.
As duas entraram nas investigações após o banco informar ao Banco Central que as associações haviam originado os créditos consignados. A apuração questiona, entre outros pontos, a compatibilidade entre os descontos registrados nos contracheques e o volume de créditos atribuído às entidades.
Leia também: Caso Master: associações de servidores investigadas na Bahia registraram descontos de R$ 1 bilhão em folha
A Asteba é a Associação dos Servidores Técnico-Administrativos e Afins do Estado da Bahia. Segundo a própria entidade, seu público inclui servidores públicos, aposentados e pensionistas do Estado da Bahia e de algumas prefeituras municipais.
A associação mantém uma rede de clínicas médicas e odontológicas, laboratórios e serviços de exames de imagem. Também oferece consultoria e assessoria jurídica, além de auxílio financeiro com margem específica. A Asteba informa ainda que os associados podem acessar serviços e solicitar auxílios por meio de aplicativo. A sede da entidade fica no bairro do Barbalho, em Salvador.
Já a Asseba é a Associação dos Servidores da Saúde e Afins da Administração Direta do Estado da Bahia. No site oficial, a entidade se apresenta como uma associação de classe voltada aos servidores públicos.
Entre os serviços oferecidos estão auxílio jurídico, consulta jurídica, auxílio financeiro com margem específica, atendimento em clínicas médicas e odontológicas, exames laboratoriais e exames de imagem.
A associação também possui uma rede de estabelecimentos conveniados e aplicativo próprio, usado para filiação, consulta de benefícios e solicitação de auxílios. A sede fica na Avenida Centenário, em Salvador.
Leia também: Dino manda PF investigar operações do Banco Master com cemitérios de SP, mas proíbe apuração sobre Mendonça
Embora tenham atividades associativas voltadas aos servidores, Asteba e Asseba entraram no radar da investigação por causa de operações de crédito relacionadas ao Banco Master.
Dados da Secretaria da Administração da Bahia que integram o inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) mostram que as duas entidades tinham, juntas, 103.287 autorizações de desconto em contracheques em 2025. A Asteba concentrava 52.176 autorizações, enquanto a Asseba tinha outras 51.111.
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Siga o Times | CNBCSegundo levantamento da Folha de S.Paulo citado na apuração, a carteira das duas associações tinha valor estimado em cerca de R$ 1 bilhão. O valor, porém, fica bem abaixo dos R$ 6,7 bilhões em créditos que o Banco Master chegou a vincular às entidades em operações posteriormente vendidas ao Banco de Brasília (BRB).
A ligação com o caso começou quando o Banco Master informou ao Banco Central que a Asteba e a Asseba haviam originado créditos consignados negociados com o BRB.
A informação passou a ser questionada durante a apuração. De acordo com dados do governo da Bahia analisados pelos investigadores, os descontos registrados nos contracheques estavam relacionados a mensalidades e serviços associativos. Eles não correspondiam ao volume de empréstimos consignados apresentado nas operações envolvendo os créditos.
Além disso, os investigadores identificaram CPFs relacionados às carteiras em diferentes estados e apontaram que a movimentação financeira das associações não era compatível com o volume de créditos que o Banco Master atribuiu às entidades. Após os questionamentos do Banco Central, o Banco Master passou a apontar a Tirreno como originadora dos créditos.
Outro ponto analisado pelas autoridades é a relação das duas associações com Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. Segundo documentos da investigação, Lima ocupou a presidência da Asteba e continuou ligado às associações depois de deixar formalmente o cargo.
Um relatório do Ministério Público Federal aponta ainda que Asteba e Asseba utilizavam dados de contato relacionados à Terra Firme da Bahia, empresa pertencente a Lima. A Polícia Federal atribui ao empresário participação na elaboração de carteiras consideradas fraudulentas.
A defesa de Augusto Lima contestou a associação feita pelo Banco Master. Segundo os advogados, as entidades foram vinculadas de forma equivocada aos créditos vendidos ao BRB. A defesa também afirmou que Lima prestava serviços às associações, mas não tinha procuração nem movimentava as contas das entidades.
Assim, Asteba e Asseba oferecem serviços e benefícios a servidores públicos na Bahia e entraram na investigação do caso Banco Master após o banco informar ao Banco Central que as duas entidades haviam originado os créditos consignados.
A apuração busca esclarecer como esses créditos foram formados, quem os originou e por que os valores que o Banco Master vinculou às associações ficaram muito acima dos descontos registrados pelo governo baiano.
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