CNBC

EXCLUSIVO CNBC: Ganhos de produtividade com IA podem gerar falta de mão de obra e deflação, diz Jeff Bezos

Empresas & Negócios

Saques indevidos ou mudança de versão? Entenda a explicação da Naskar para o sumiço de dinheiro

Publicado 21/05/2026 • 08:34 | Atualizado há 22 minutos

KEY POINTS

  • Segundo a empresa, uma auditoria interna identificou retiradas irregulares que somariam cerca de R$ 67 milhões.
  • Pela primeira vez, a Naskar confirmou oficialmente o vínculo comercial com a Hagar Gestão Financeira.
  • Enquanto tenta reorganizar sua versão dos fatos, a Naskar continua sem esclarecer o principal ponto da crise.
Por que advogados recomendam cautela aos investidores da Naskar

Foto: Unsplash

Saques indevidos ou mudança de versão? Entenda a explicação da Naskar para o sumiço de dinheiro

Após quase duas semanas em silêncio, a empresa Naskar apresentou no último domingo (17) uma nova explicação para a interrupção dos pagamentos a investidores e o desaparecimento de recursos que podem chegar a R$ 1 bilhão.

Em respostas enviadas ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a fintech abandonou a versão inicial de “perda na base de dados” e passou a atribuir a crise a supostos saques indevidos feitos por clientes.

Segundo a empresa, uma auditoria interna identificou retiradas irregulares que somariam cerca de R$ 67 milhões.

A Naskar afirma que investidores conseguiram sacar valores acima do saldo que possuíam, inclusive em casos de contratos já encerrados. A companhia diz que o levantamento ainda está em andamento e que os números podem mudar.

Leia também: Fintech Naskar, que oferecia remuneração maior que do Banco Master, desaparece com R$ 1 bi dos clientes 

A nova narrativa surge no momento em que investidores pressionam a empresa na Justiça e tentam entender o destino do dinheiro aplicado.

Desde o início de maio, cerca de 3 mil clientes relatam dificuldade para acessar contas, ausência de pagamentos e falta de respostas dos controladores do grupo.

Mudança de discurso

A explicação apresentada agora contrasta com a versão divulgada pela própria empresa dias após o colapso. Em 7 de maio, a Naskar informou aos clientes que enfrentava uma “perda na base de dados” e prometeu um posicionamento oficial na semana seguinte. O comunicado nunca foi divulgado.

Agora, a fintech afirma que o problema não foi tecnológico, mas financeiro. A empresa sustenta que as inconsistências encontradas nos saques comprometeram o fluxo de pagamentos e contribuíram para a retirada do aplicativo do ar.

Leia também: Gigante de criptomoedas vai à Justiça para cobrar calote de R$ 1,5 bilhão de holding ligada ao Banco Master

Apesar da mudança de discurso, a companhia não apresentou documentos, relatórios de auditoria independente ou detalhes técnicos que comprovem a nova versão. Também não informou quem conduz a investigação interna nem explicou de que forma os saques teriam ocorrido.

Auditoria e suspeitas

A Naskar relacionou a auditoria à carta enviada aos clientes no início de maio. No documento, os investidores eram orientados a apresentar dados pessoais e comprovantes em até dez dias.

A correspondência também continha uma cláusula afirmando que o envio das informações não representaria reconhecimento automático de dívida por parte da empresa.

Especialistas ouvidos pelo mercado interpretaram a medida como uma estratégia jurídica para reorganizar os passivos da fintech diante da avalanche de cobranças judiciais.

Leia também: Tether registra lucro bilionário e amplia presença em agronegócio e futebol

A empresa não respondeu se pretende acionar autoridades policiais ou apresentar representação criminal contra clientes suspeitos de realizar os supostos saques indevidos.

Onde está o dinheiro

Outro ponto que gerou dúvidas envolve o paradeiro dos recursos dos investidores. A Naskar declarou que os valores estariam custodiados em ações dentro de uma corretora de valores.

A companhia, porém, não revelou qual instituição financeira mantém essa custódia nem apresentou extratos ou comprovantes.

Leia também: Quem é Felipe Vorcaro, preso na nova fase da Operação Compliance Zero

A informação difere da estrutura operacional divulgada anteriormente pela própria empresa. Até então, os aportes eram processados pela 7Trust Finance e ligados à CelCoin.

Valor do rombo é contestado pela Naskar

A fintech também tentou reduzir as estimativas sobre o tamanho do prejuízo. Enquanto ações judiciais e relatos de investidores apontam um rombo entre R$ 850 milhões e R$ 1 bilhão, a empresa afirma que a auditoria interna indica um volume inferior a R$ 400 milhões.

Mesmo assim, a companhia admite que os números ainda não foram concluídos. As explicações da empresa também alcançaram as mudanças societárias feitas semanas antes da crise.

A Naskar confirmou alterações internas, retirada de atividades financeiras do cadastro empresarial e a criação das empresas Voga e Spy.

Leia também‘Mensalão’ de Vorcaro a Ciro Nogueira chegava a R$ 500 mil e havia cobranças por atraso, mostram mensagens

Segundo a companhia, as medidas fizeram parte de uma reorganização administrativa ligada à possível venda do grupo para uma gestora americana.

A empresa afirma que os sócios Marcelo Liranço Arantes e José Maurício Volpato abririam as novas estruturas para atuar como consultores após a negociação. A suposta venda, porém, ainda não foi comprovada publicamente.

Ligação da Naskar com a Hagar

Pela primeira vez, a Naskar confirmou oficialmente o vínculo comercial com a Hagar Gestão Financeira, que opera na antiga sede da fintech na Vila Olímpia, em São Paulo.

A empresa informou que a Hagar atua como representante comercial do grupo e ocupa o endereço dentro de uma estratégia de planejamento comercial.

Até então, a relação entre as duas empresas era tratada apenas nos bastidores e não havia sido admitida formalmente.

Leia também: ‘Fluxo está indo todo para o BTG’, diz primo de Vorcaro em mensagem sobre pagamentos a Ciro

Enquanto tenta reorganizar sua versão dos fatos, a Naskar continua sem esclarecer o principal ponto da crise que é onde está o dinheiro dos investidores e quando os clientes terão acesso aos recursos prometidos.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Empresas & Negócios

Bitcoin segue forte mesmo com volatilidade? Especialista explica cenário do mercado cripto Quanto guardar por mês para fazer a primeira viagem internacional em 2027 Mega da Virada x Mega 30 anos: o que muda entre os sorteios especiais da Caixa Harry Potter, DC e mais: veja as franquias que ficarão sob o mesmo grupo após fusão Paramount–WBD Fortuna da família da Samsung dispara em um ano com chips de IA; veja valores Fundo Lumen: quem está por trás do grupo que assumiu o controle do conselho da Oncoclínicas Bitcoin Pizza Day: o que é, como surgiu e por que a data é tão importante no mundo cripto Corinthians lança novas camisas inspiradas na Invasão de 1976; veja quanto custam os modelos Operação Compliance Zero 5ª fase: veja o que já aconteceu em cada etapa da investigação Post Malone e outros artistas cancelam turnês após baixa venda de ingressos; entenda a “febre do ponto azul”