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I.A. vai concentrar riqueza? Infraestrutura pode ampliar desigualdade tecnológica
Publicado 08/05/2026 • 10:30 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 08/05/2026 • 10:30 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
IA vai concentrar riqueza? Infraestrutura pode ampliar desigualdade tecnológica
A inteligência artificial (IA) avança rapidamente e já muda a forma como empresas desenvolvem produtos e competem no mercado. Ainda assim, grande parte da atenção segue voltada para as aplicações mais visíveis, enquanto a estrutura que sustenta essa tecnologia começa a ganhar mais relevância.
Essa é a avaliação de Pettrus Vaz, CEO da IA Academy, em entrevista ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a postura mais cautelosa da Berkshire Hathaway diante do setor de tecnologia e IA, em meio à transição envolvendo Greg Abel, sucessor de Warren Buffett. Para ele, o mercado ainda foca na ponta, enquanto a base do sistema se torna cada vez mais determinante.
Vaz destaca que a inteligência artificial depende de uma estrutura física e energética robusta. “A IA não roda no ar, ela precisa de infraestrutura para acontecer”, afirma. Isso inclui data centers, servidores e energia elétrica, que passam a ter papel central nesse crescimento.
Desde a popularização de ferramentas como o ChatGPT, o setor cresceu de forma acelerada, com novas empresas e soluções surgindo. Esse movimento, no entanto, aumenta a pressão sobre a infraestrutura que sustenta todo o ecossistema.
Apesar da diversidade de plataformas, todas dependem da mesma base. “Estamos vendo uma multiplicação de plataformas e ferramentas, mas todas dependem de uma estrutura robusta por trás”, explica Vaz. Ele também aponta que mais empresas estão desenvolvendo suas próprias IAs, o que amplia essa demanda.
Com a expansão acelerada da inteligência artificial, a energia passa a ocupar um papel cada vez mais sensível dentro do setor. Isso acontece porque o funcionamento de sistemas de IA depende de uma estrutura que consome muitos recursos, especialmente em data centers, servidores e sistemas de refrigeração.
Quanto maior o uso da tecnologia, maior também é a demanda por eletricidade para mantê-la operando.
Pettrus Vaz avalia que esse pode se tornar um dos principais pontos de atenção do mercado. Para ele, existe o risco de que a infraestrutura atual não consiga acompanhar o ritmo de crescimento da inteligência artificial, caso não haja investimentos proporcionais em capacidade energética e estrutura de suporte. “A infraestrutura e a energia vão se tornar um problema se o mercado não começar a olhar para isso agora”, diz.
Ao mesmo tempo, ele destaca que esse movimento ainda está no início. Mesmo com o avanço rápido das ferramentas de IA, a adoção da tecnologia pela população mundial ainda é limitada, com grande parte das pessoas sem contato direto com esse tipo de solução.
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Siga o Times | CNBCIsso indica que a demanda por energia e infraestrutura tende a crescer ainda mais nos próximos anos.
Na visão do executivo, investir diretamente em aplicações de inteligência artificial envolve um nível maior de incerteza justamente porque o setor ainda está em uma fase de consolidação.
Isso significa que o mercado ainda está definindo quais soluções vão se manter relevantes e quais podem perder espaço ao longo do tempo.
As mudanças acontecem de forma rápida. Uma ferramenta que ganha destaque hoje pode deixar de ser competitiva em pouco tempo, principalmente porque grandes empresas de tecnologia conseguem reagir com agilidade, incorporando essas funcionalidades em seus próprios produtos ou desenvolvendo alternativas internas.
Esse movimento reduz o espaço de atuação de muitas startups e soluções independentes. “Criar uma empresa de IA hoje não garante longevidade; muitas podem deixar de existir em pouco tempo”, afirma.
Leia também: Ações da Intel disparam após sinalizar retomada e avanço na corrida da inteligência artificial
A infraestrutura tende a ser menos impactada pelas mudanças rápidas do setor. Independentemente das ferramentas ou modelos de IA que ganhem espaço, ela segue essencial para o funcionamento da tecnologia, já que envolve capacidade computacional, armazenamento e energia.
O debate se desloca das aplicações para a estrutura que sustenta a inteligência artificial. A leitura mais cautelosa de investidores como Greg Abel, da Berkshire Hathaway, reforça essa visão de longo prazo.
Com isso, o valor gerado pela IA tende a se concentrar nessa base, o que pode ampliar diferenças entre quem tem acesso a essa infraestrutura e quem depende dela para operar.
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