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Por André Amadeus
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Publicado 11/05/2026 • 20:43 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
Foto: Asa Mathat / Fortune MPW / Flickr
Dívida dos EUA: veja a proposta de Warren Buffett que recebeu apoio de Elon Musk
A escalada da dívida pública dos Estados Unidos voltou ao centro do debate econômico após o bilionário Elon Musk apoiar publicamente uma proposta defendida por Warren Buffett para conter o avanço do déficit fiscal do país.
A discussão ganhou força nos últimos dias diante do aumento acelerado do endividamento americano, que já se aproxima de US$ 40 trilhões e preocupa investidores, economistas e integrantes do governo.
A ideia defendida por Buffett ficou conhecida após uma entrevista concedida à CNBC em 2011. O investidor afirmou que seria possível reduzir rapidamente o déficit federal caso o Congresso aprovasse uma regra simples, perderiam o direito de disputar a reeleição sempre que o déficit ultrapassasse 3% do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos.
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Segundo Buffett, a medida mudaria os incentivos políticos e forçaria deputados e senadores a adotarem maior disciplina fiscal, segundo a Fortune.
Para ele, o principal problema não é a falta de soluções econômicas, mas sim a ausência de pressão política para controlar os gastos públicos.
Elon Musk demonstrou apoio total à proposta ao compartilhar a antiga entrevista em uma publicação na rede social X.
Na mensagem, o empresário escreveu apenas que “este é o caminho”, reforçando sua posição favorável à adoção de mecanismos mais rígidos para reduzir o déficit americano.
Os números recentes aumentaram a preocupação sobre o tema. Dados do Tesouro dos Estados Unidos mostram que a dívida nacional alcançou US$ 38,9 trilhões. Apenas no último ano fiscal, o passivo cresceu cerca de US$ 2,6 trilhões.
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O tamanho da dívida já supera o valor de toda a economia americana. Especialistas apontam que este cenário não era registrado desde o período da Segunda Guerra Mundial.
Outro fator que preocupa é o peso dos juros. Atualmente, o governo americano desembolsa mais de US$ 22 bilhões por semana apenas para pagar os encargos da dívida, segundo estimativas do Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA.
O debate não se limita ao setor empresarial. O investidor Ray Dalio e o secretário do Tesouro Scott Bessent também defenderam a necessidade de medidas mais duras para controlar o endividamento federal.
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Além disso, o grupo apartidário Committee for a Responsible Federal Budget alertou recentemente que o custo dos juros poderá crescer acima do ritmo da economia americana até 2031. Na prática, isso significaria uma expansão contínua da dívida pública ao longo dos próximos anos.
A entidade também apoia a meta de déficit limitada a 3% do PIB, considerada por analistas como um patamar mais sustentável para as contas públicas.
Apesar da repercussão, a proposta de Buffett enfrenta resistência política. Parlamentares americanos evitam apoiar iniciativas que possam ameaçar a permanência no cargo.
Mesmo assim, um grupo bipartidário apresentou neste ano uma resolução propondo a redução gradual do déficit para o limite de 3% do PIB. O texto ainda enfrenta discussões no Congresso e não há previsão para votação definitiva.
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Warren Buffett também afirmou recentemente que os Estados Unidos poderão elevar impostos no futuro para equilibrar as contas públicas.
Durante encontro anual da Berkshire Hathaway em 2024, o investidor disse acreditar que o governo pode optar por arrecadar mais em vez de cortar gastos de maneira agressiva.
Ele destacou ainda que muitas empresas se beneficiam de brechas tributárias para reduzir o pagamento de impostos.
Desde a reforma tributária do primeiro governo Donald Trump, a alíquota máxima para empresas caiu de 35% para 21%.
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Mesmo com os alertas sobre a dívida crescente, Buffett avalia que o mercado ainda considera os títulos americanos seguros por falta de alternativas globais com o mesmo nível de confiança e liquidez.
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