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Dívida dos EUA: veja a proposta de Warren Buffett que recebeu apoio de Elon Musk

Publicado 11/05/2026 • 20:43 | Atualizado há 22 horas

KEY POINTS

  • A discussão ganhou força nos últimos dias diante do aumento acelerado do endividamento americano.
  • Mesmo assim, um grupo bipartidário apresentou neste ano uma resolução propondo a redução gradual do déficit para o limite de 3% do PIB.
  • Desde a reforma tributária do primeiro governo Donald Trump, a alíquota máxima para empresas caiu de 35% para 21%.
Warren Buffett

Foto: Asa Mathat / Fortune MPW / Flickr

Dívida dos EUA: veja a proposta de Warren Buffett que recebeu apoio de Elon Musk

A escalada da dívida pública dos Estados Unidos voltou ao centro do debate econômico após o bilionário Elon Musk apoiar publicamente uma proposta defendida por Warren Buffett para conter o avanço do déficit fiscal do país.

A discussão ganhou força nos últimos dias diante do aumento acelerado do endividamento americano, que já se aproxima de US$ 40 trilhões e preocupa investidores, economistas e integrantes do governo.

A ideia defendida por Buffett ficou conhecida após uma entrevista concedida à CNBC em 2011. O investidor afirmou que seria possível reduzir rapidamente o déficit federal caso o Congresso aprovasse uma regra simples, perderiam o direito de disputar a reeleição sempre que o déficit ultrapassasse 3% do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos.

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Segundo Buffett, a medida mudaria os incentivos políticos e forçaria deputados e senadores a adotarem maior disciplina fiscal, segundo a Fortune.

Para ele, o principal problema não é a falta de soluções econômicas, mas sim a ausência de pressão política para controlar os gastos públicos.

Elon Musk demonstrou apoio total à proposta ao compartilhar a antiga entrevista em uma publicação na rede social X.

Na mensagem, o empresário escreveu apenas que “este é o caminho”, reforçando sua posição favorável à adoção de mecanismos mais rígidos para reduzir o déficit americano.

Dívida americana cresce em ritmo acelerado

Os números recentes aumentaram a preocupação sobre o tema. Dados do Tesouro dos Estados Unidos mostram que a dívida nacional alcançou US$ 38,9 trilhões. Apenas no último ano fiscal, o passivo cresceu cerca de US$ 2,6 trilhões.

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O tamanho da dívida já supera o valor de toda a economia americana. Especialistas apontam que este cenário não era registrado desde o período da Segunda Guerra Mundial.

Outro fator que preocupa é o peso dos juros. Atualmente, o governo americano desembolsa mais de US$ 22 bilhões por semana apenas para pagar os encargos da dívida, segundo estimativas do Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA.

Economistas alertam para risco fiscal

O debate não se limita ao setor empresarial. O investidor Ray Dalio e o secretário do Tesouro Scott Bessent também defenderam a necessidade de medidas mais duras para controlar o endividamento federal.

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Além disso, o grupo apartidário Committee for a Responsible Federal Budget alertou recentemente que o custo dos juros poderá crescer acima do ritmo da economia americana até 2031. Na prática, isso significaria uma expansão contínua da dívida pública ao longo dos próximos anos.

A entidade também apoia a meta de déficit limitada a 3% do PIB, considerada por analistas como um patamar mais sustentável para as contas públicas.

Congresso resiste a mudanças

Apesar da repercussão, a proposta de Buffett enfrenta resistência política. Parlamentares americanos evitam apoiar iniciativas que possam ameaçar a permanência no cargo.

Mesmo assim, um grupo bipartidário apresentou neste ano uma resolução propondo a redução gradual do déficit para o limite de 3% do PIB. O texto ainda enfrenta discussões no Congresso e não há previsão para votação definitiva.

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Buffett prevê aumento de impostos

Warren Buffett também afirmou recentemente que os Estados Unidos poderão elevar impostos no futuro para equilibrar as contas públicas.

Durante encontro anual da Berkshire Hathaway em 2024, o investidor disse acreditar que o governo pode optar por arrecadar mais em vez de cortar gastos de maneira agressiva.

Ele destacou ainda que muitas empresas se beneficiam de brechas tributárias para reduzir o pagamento de impostos.

Desde a reforma tributária do primeiro governo Donald Trump, a alíquota máxima para empresas caiu de 35% para 21%.

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Mesmo com os alertas sobre a dívida crescente, Buffett avalia que o mercado ainda considera os títulos americanos seguros por falta de alternativas globais com o mesmo nível de confiança e liquidez.

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