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Guerra tecnológica: China ameaça retaliar após restrição dos EUA a robôs humanoides
Publicado 31/07/2026 • 07:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 31/07/2026 • 07:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: canva
Guerra tecnológica: China ameaça retaliar após restrição dos EUA a robôs humanoides
A disputa tecnológica entre Estados Unidos e China ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (30), após o governo chinês ameaçar adotar medidas de retaliação contra a decisão da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) de restringir a importação de novos robôs humanoides e outros dispositivos robóticos avançados.
Pequim afirma que a medida compromete as relações comerciais entre os dois países e pede que Washington volte atrás. Em comunicado divulgado pelo Ministério do Comércio da China, o governo classificou a decisão americana como prejudicial à estabilidade das relações econômicas e comerciais entre as duas maiores economias do mundo.
De acordo com a CNBC, os Estados Unidos ignoraram os esforços chineses para manter uma postura moderada nas disputas comerciais e tecnológicas. O ministério exigiu a retirada das restrições e afirmou que poderá adotar contramedidas caso a decisão seja mantida.
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A reação representa uma escalada nas tensões entre os dois países, que já acumulam divergências em áreas como semicondutores, inteligência artificial, telecomunicações e infraestrutura digital.
Na última terça-feira (28), a FCC anunciou que passará a restringir a entrada de novos robôs humanoides e outros equipamentos robóticos avançados fabricados no exterior por motivos ligados à segurança cibernética.
Segundo a agência americana, esses equipamentos podem reunir grandes volumes de informações por meio de câmeras, sensores, sistemas de inteligência artificial e conexão permanente à internet.
Na avaliação da FCC, essas capacidades podem representar riscos à segurança nacional caso sejam exploradas por governos estrangeiros.
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A restrição também alcança robôs quadrúpedes e outros sistemas robóticos avançados ainda não autorizados para comercialização nos Estados Unidos.
Modelos que já receberam aprovação da agência continuam podendo ser importados, embora a FCC tenha informado que poderá revisar permissões concedidas anteriormente.
A decisão ocorre em um momento de rápida expansão do mercado global de robôs humanoides, considerado um dos segmentos mais promissores da indústria de inteligência artificial.
Especialistas avaliam que essas máquinas deverão ganhar espaço em fábricas, centros logísticos, hospitais, serviços de atendimento e até residências nos próximos anos.
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Segundo Marc Einstein, diretor de pesquisa da Counterpoint Research, a medida representa um desafio para fabricantes chineses que planejavam abrir capital nos próximos meses.
Na avaliação do analista, a China possui instrumentos para responder às restrições americanas, como ampliar limitações às exportações de terras raras para empresas dos Estados Unidos ou endurecer o acesso de companhias americanas ao mercado chinês.
A China ocupa posição de destaque na indústria de robôs humanoides. Dados da Counterpoint Research mostram que Agibot, Unitree e UBTech lideraram o mercado mundial em participação de instalações no ano passado. O robô Optimus, desenvolvido pela Tesla, apareceu na quinta colocação.
Após a reação oficial de Pequim, as ações da UBTech chegaram a registrar queda superior a 6% durante as negociações na Bolsa de Hong Kong. Já Unitree e Agibot seguem preparando seus processos de abertura de capital.
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Mesmo diante das novas restrições, empresas que atuam no mercado americano afirmam manter planos de expansão. A Robostore, distribuidora de robôs humanoides chineses na América do Norte, informou que continua se preparando para ampliar suas operações nos Estados Unidos.
A tensão acontece enquanto Washington e Pequim mantêm negociações diplomáticas e discutem um possível encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, previsto para setembro.
Ao mesmo tempo, autoridades americanas seguem ampliando o discurso de proteção às tecnologias consideradas estratégicas. O governo dos Estados Unidos tem reforçado controles sobre inteligência artificial, semicondutores e equipamentos conectados, enquanto a China acusa Washington de utilizar medidas de segurança nacional como barreiras para conter o avanço tecnológico chinês.
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Com a ameaça de retaliação apresentada por Pequim, a disputa entre China e EUA envolvendo robôs humanoides amplia mais um capítulo da guerra tecnológica entre as duas potências e pode provocar novos impactos sobre empresas, investimentos e cadeias globais de tecnologia.
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