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Carros de luxo: 5 modelos mais caros vendidos em leilão
Publicado 06/09/2026 • 23:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 06/09/2026 • 23:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto : Cortesia da Sotheby's
Carros de luxo: 5 modelos mais caros vendidos em leilão
O mercado de carros de luxo e de coleção alcançou valores recordes nos últimos anos. Em leilões realizados entre 2018 e 2026, cinco modelos se destacaram pelos preços milionários alcançados, impulsionados pela raridade, pelo histórico esportivo e pela importância de cada exemplar para a indústria automotiva.
O levantamento, atualizado em setembro de 2026, mostra que um Mercedes-Benz 300 SLR Uhlenhaut Coupé vendido em 2022 continua no topo da lista, com uma negociação de US$ 142 milhões.
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De acordo com o Robb Report, a relação reúne modelos que estão entre os veículos mais cobiçados por colecionadores de todo o mundo. Além do valor financeiro, os carros carregam histórias ligadas a grandes fabricantes, competições internacionais e personalidades do automobilismo.
O Shelby Cobra Daytona Coupé de 1964 entrou para a lista após ser vendido por US$ 42,905 milhões em um leilão da Gooding Christie’s realizado em Pebble Beach, nos Estados Unidos, em 2026.
O modelo tem uma combinação rara de desempenho e importância histórica. O carro foi desenvolvido por Carroll Shelby e teve papel importante na conquista do Campeonato Mundial de Fabricantes da FIA pela Shelby em 1965.

O exemplar vendido também tem uma característica que ajudou a elevar seu preço. Ele foi o terceiro de apenas seis unidades produzidas e pertenceu ao próprio Carroll Shelby.
Por sua trajetória nas pistas e pela ligação direta com seu criador, o veículo se tornou um dos exemplares mais valiosos da história da marca.
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Uma Ferrari 250 GTO de 1962 alcançou US$ 48,405 milhões em um leilão da RM Sotheby’s realizado em 2018.
O modelo é considerado um dos carros esportivos mais importantes já produzidos pela Ferrari. A unidade negociada chamou atenção principalmente pelo alto nível de originalidade. Mais de 95% de suas peças permaneciam conforme a configuração original de fábrica.

A 250 GTO também ocupa uma posição especial entre os colecionadores. Foram produzidas poucas unidades do modelo, o que tornou cada exemplar extremamente disputado no mercado de carros históricos.
O resultado do leilão mostrou a força da Ferrari entre os veículos de coleção e estabeleceu, naquele momento, um novo patamar de preço para o modelo.
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Outra Ferrari aparece na terceira posição. O 330 LM / 250 GTO de 1962 foi vendido por US$ 51,705 milhões pela RM Sotheby’s em 2023.
O carro tem uma trajetória ligada diretamente às competições. O exemplar venceu sua categoria nas 1.000 km de Nürburgring em 1962 e foi um dos poucos 250 GTO utilizados pela própria Scuderia Ferrari.

A história esportiva não foi o único fator que ajudou a determinar seu valor. O veículo também acumulou reconhecimento em exposições de carros clássicos ao longo das décadas.
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Siga o Times | CNBCA combinação entre raridade, conservação e passado nas pistas fez o modelo superar a marca de US$ 50 milhões no leilão.
O segundo lugar pertence a outro Mercedes-Benz. O W 196 R Stromlinienwagen de 1954 foi arrematado por US$ 52,96 milhões em um leilão da RM Sotheby’s realizado em 2025.
O modelo faz parte de uma produção extremamente limitada. Apenas 14 carros de corrida W 196 R foram construídos e somente quatro receberam a configuração Stromlinienwagen, caracterizada pela cobertura das rodas para melhorar o desempenho aerodinâmico.
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A história do exemplar também contribuiu para sua valorização. O carro foi pilotado por Juan Manuel Fangio e Stirling Moss, dois nomes históricos da Fórmula 1.

Antes de chegar ao mercado privado, o veículo fazia parte da coleção do Museu do Indianapolis Motor Speedway. Sua venda marcou a primeira vez em que um modelo desse tipo foi disponibilizado para propriedade particular.
O primeiro lugar está muito distante dos demais. O Mercedes-Benz 300 SLR Uhlenhaut Coupé de 1955 foi vendido por US$ 142 milhões em 2022, em um leilão realizado pela RM Sotheby’s.
O valor estabeleceu um recorde histórico para um carro vendido em leilão e superou em quase US$ 94 milhões a marca anterior, registrada pela Ferrari 250 GTO em 2018.
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O veículo é um dos apenas dois protótipos desenvolvidos para competir na Carrera Panamericana de 1955. O projeto acabou não chegando à competição, mas o carro permaneceu como uma das criações mais emblemáticas da Mercedes-Benz.

O preço também foi influenciado pela extrema raridade do modelo. Além de existirem apenas duas unidades, o Uhlenhaut Coupé é considerado uma das peças mais importantes da história da fabricante alemã.
Todo o valor obtido com a venda foi destinado ao Mercedes-Benz Fund, programa criado para apoiar jovens envolvidos em iniciativas voltadas à sustentabilidade.
Os valores alcançados pelos cinco carros mostram que o mercado de veículos históricos não é determinado apenas pelo desempenho ou pelo luxo.
Raridade, procedência, estado de conservação e participação em competições são alguns dos fatores que podem transformar um automóvel antigo em um ativo disputado por colecionadores.
A importância do proprietário anterior também pode pesar. No caso do Shelby Cobra Daytona, por exemplo, o fato de o exemplar ter pertencido ao próprio Carroll Shelby acrescentou relevância à negociação.
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Outro elemento é a quantidade limitada de unidades disponíveis. Quando um carro de luxo raro chega ao mercado, colecionadores interessados podem disputar o mesmo exemplar, mesmo em períodos de maior incerteza econômica.
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