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EUA preparam novas regras para viabilizar voos supersônicos e táxis aéreos

Publicado 24/07/2026 • 06:00 | Atualizado há 3 meses

KEY POINTS

  • Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) avança na criação de regras que permitam a operação de táxis aéreos elétricos, aviões supersônicos de passageiros, drones e outras tecnologias emergentes.
  • A estratégia da agência, nesse contexto, é atualizar o modelo regulatório sem limitar o desenvolvimento das empresas.
  • Entre as principais apostas da FAA estão os veículos elétricos de pouso e decolagem vertical, conhecidos como eVTOL.
EUA preparam novas regras para viabilizar voos supersônicos e táxis aéreos

Foto: Unsplash

EUA preparam novas regras para viabilizar voos supersônicos e táxis aéreos

Os Estados Unidos querem preparar seu sistema de aviação para uma nova geração de transportes. Para isso, a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) avança na criação de regras que permitam a operação de táxis aéreos elétricos, aviões supersônicos de passageiros, drones e outras tecnologias emergentes.

A estratégia da agência, nesse contexto, é atualizar o modelo regulatório sem limitar o desenvolvimento das empresas.

Além disso, durante o Farnborough International Airshow, o administrador adjunto da FAA, Chris Rocheleau, afirmou que o órgão pretende tornar os processos de certificação mais eficientes e permitir maior participação da indústria no avanço dessas tecnologias, de acordo com o The Times Of India.

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Táxis aéreos entram na fase de testes nos EUA

Entre as principais apostas da FAA estão os veículos elétricos de pouso e decolagem vertical, conhecidos como eVTOL. Essas aeronaves podem ser usadas em trajetos urbanos curtos, como deslocamentos dentro de grandes cidades e conexões entre aeroportos.

Para avaliar como esses veículos podem ser incorporados ao tráfego aéreo, a FAA criou um programa piloto que reúne oito projetos em 26 estados americanos. A partir dessa iniciativa, a agência pretende coletar dados sobre operação, segurança e integração dessas aeronaves antes de uma possível expansão comercial.

A Archer Aviation está entre as empresas que trabalham para colocar os táxis aéreos em funcionamento. Nesse sentido o CEO da companhia, Adam Goldstein, afirmou que o lançamento deve acontecer gradualmente, com testes em áreas específicas antes de uma adoção mais ampla.

A Beta Technologies também avança no segmento. A empresa realizou voos experimentais com aeronaves elétricas, incluindo o transporte de órgãos produzidos em laboratório entre aeroportos de Maryland e Virgínia. Os testes percorreram aproximadamente 275 milhas náuticas.

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A companhia espera receber certificação para seus modelos elétricos convencionais em 2027 e para suas aeronaves eVTOL em 2028. Além do desenvolvimento dos veículos, empresas também trabalham na infraestrutura necessária para a operação.

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Ao mesmo tempo, Archer Aviation, Beta Technologies e Macquarie Capital criaram o Consórcio Americano para Vias Aéreas Elétricas (ACES), que pretende instalar até 250 pontos de recarga para aeronaves elétricas em aeroportos e áreas metropolitanas dos EUA na próxima década.

Regulamentação pode abrir caminho para aviões supersônicos

Enquanto acompanha o avanço dos táxis aéreos, a FAA também revisa regras que podem permitir o retorno dos voos comerciais supersônicos.

A agência apresentou em junho uma proposta para alterar a restrição criada em 1973 contra voos supersônicos sobre áreas terrestres. Uma segunda regulamentação deve estabelecer limites de ruído para momentos como decolagem, pouso e voo em alta velocidade.

A expectativa é que as duas normas sejam concluídas até meados de 2027. Entretanto, mesmo após a aprovação das novas regras, os fabricantes ainda precisarão passar por processos de certificação antes de iniciar o transporte comercial de passageiros.

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O setor deixou de operar voos supersônicos regulares em 2003, quando Air France e British Airways aposentaram suas aeronaves Concorde após 27 anos de serviço.

Drones e espaço comercial também fazem parte do plano

A modernização da aviação americana não envolve apenas passageiros. A FAA também trabalha para ampliar o uso de drones e acompanhar o crescimento dos lançamentos espaciais comerciais.

Dessa forma, o órgão busca criar um ambiente capaz de receber diferentes tipos de aeronaves e operações dentro do mesmo espaço aéreo. Além disso, a expectativa é que as novas regras ajudem os EUA a acompanhar o avanço tecnológico do setor nos próximos anos.

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