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Crise do Grupo Pão de Açúcar: veja linha do tempo e entenda o que aconteceu
Publicado 24/03/2026 • 20:30 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 24/03/2026 • 20:30 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação/Grupo GPA
Crise do Grupo Pão de Açúcar: veja a linha do tempo completa e entenda o que aconteceu
O Grupo Pão de Açúcar (GPA), um dos gigantes brasileiros do setor de varejo do país, segue em um momento delicado após o plano de recuperação extrajudicial adotado pela empresa. A movimentação aconteceu após a companhia contabilizar uma dívida bilionária.
Entretanto, apesar da situação financeira atual, a estratégia utilizada pelo GPA impede que o grupo paralise suas operações.
Isso porque a recuperação extrajudicial permite que a companhia mantenha o funcionamento dentro da normalidade enquanto negocia os débitos em aberto diretamente com seus credores, sem a adição do judiciário.
Leia também: GPA e Raízen em recuperação extrajudicial e fora do Ibovespa: veja como isso afeta investidores
De acordo com informações da própria empresa, a história do Grupo Pão de Açúcar começou em 1948, quando o empresário português Valentim dos Santos Diniz abriu uma pequena doceria na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, em São Paulo.
O negócio cresceu rapidamente e, em 1959, o modelo evoluiu para a primeira loja de supermercado da empresa.
Em 1969, a empresa ampliou sua presença no mercado brasileiro e passou a contar com 60 lojas em 17 cidades diferentes.
Com isso, o GPA passou a inaugurar outros estilos de negócios, como hipermercados e a entrada no mercado de energia com a compra da Eletroradiobraz.
Nos anos seguintes, a empresa ampliou suas operações e passou a investir em novos formatos de negócios.
Entre eles está o Hipermercado Extra, que expandiu sua atuação para outros segmentos, como farmácias e postos de combustíveis. Esse processo de crescimento culminou na abertura de capital da companhia, que passou a ter ações negociadas na bolsa de valores a partir de 1995.
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Siga o Times | CNBCApesar do início surpreendente e da consolidação dentro do mercado brasileiro. Os últimos anos do GPA contabilizaram uma dívida de 4,5 bilhões. O saldo negativo foi o suficiente para o grupo iniciar o plano de recuperação extrajudicial na expectativa de aliviar as contas e retomar o processo de lucro da empresa.
O pedido de recuperação extrajudicial foi motivado por uma combinação de desafios financeiros e estratégicos enfrentados pelo grupo nos últimos anos. Como já destacado, a companhia acumula cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas.
Desse total, aproximadamente R$ 2,1 bilhões estão nas mãos de credores que já aderiram ao plano, etapa essencial, já que a recuperação extrajudicial exige a aprovação de mais de 50% dos credores.
Além disso, como noticiado pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o GPA registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 572 milhões no quarto trimestre de 2025, uma queda de 48,2% em relação às perdas de R$ 1,104 bilhão apuradas no mesmo período de 2024.
Nesse cenário, a medida adotada pelo GPA permite a continuidade das operações, mantendo as lojas em funcionamento, ao mesmo tempo em que viabiliza a renegociação direta das dívidas. Isso reduz o risco de bloqueios judiciais e evita a interrupção das atividades da empresa.
Leia também: GPA e Raízen em crise levantam alerta: renda fixa é tão segura quanto parece?
A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação extrajudicial do GPA no início do mês de março, em decisão da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da capital paulista. Com isso, a empresa conseguiu validar a proposta na Justiça e dar início à fase de negociação com os demais credores.
A partir da decisão, o GPA passa a ter um prazo de 90 dias para avançar nas negociações e estruturar uma solução definitiva para o endividamento. Durante esse período, os pagamentos das dívidas incluídas no plano ficam temporariamente suspensos, enquanto a companhia busca administrar os acordos impostos.
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