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Truth Social: entenda a trajetória da empresa desde o banimento de Trump em 2021
Publicado 12/05/2026 • 12:30 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 12/05/2026 • 12:30 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
A Truth Social voltou ao centro das atenções após a divulgação de um prejuízo milionário nos primeiros meses de 2026. A plataforma criada para servir como alternativa às grandes redes sociais enfrenta dificuldades financeiras enquanto tenta ampliar sua presença no mercado digital e em novos setores de investimento.
Mesmo com o crescimento na receita, a empresa passou a lidar com perdas ligadas ao mercado de criptomoedas e com dúvidas sobre a sustentabilidade do modelo de negócios. Ao mesmo tempo, a companhia segue apostando em novos projetos para expandir sua atuação nos Estados Unidos.
Leia também: Como a rede social de Trump perdeu US$ 406 milhões com receita de menos de US$ 1 milhão
A origem da Truth Social começou em 2021, quando Donald Trump perdeu acesso às principais redes sociais dos Estados Unidos. Na época, o então ex-presidente foi suspenso do X e do Meta após ataque de apoiadores de Trump ao Capitólio dos EUA.
O episódio aconteceu depois da derrota eleitoral para Joe Biden no fim do primeiro mandato presidencial de Trump. Com o bloqueio nas plataformas tradicionais, Trump passou a buscar uma alternativa própria para manter contato direto com apoiadores e fortalecer a presença digital.
Conforme citado, a Truth Social chegou ao mercado depois da suspensão do republicano nas redes sociais tradicionais. A plataforma passou a funcionar como o principal canal de comunicação de Donald Trump.
A empresa responsável pela rede social recebeu o nome de Trump Media and Technology Group. Desde o início, o projeto adotou um discurso voltado para a liberdade de expressão e crítica às grandes empresas de tecnologia.
Apesar da forte visibilidade política, a plataforma não conseguiu repetir o alcance de redes sociais maiores. Ainda assim, Trump continuou utilizando o serviço como principal espaço para publicações e posicionamentos públicos.
A Trump Media ganhou força no mercado financeiro após abrir capital e atrair investidores interessados no crescimento da plataforma. Nos primeiros três meses de 2026, a empresa registrou pouco mais de US$ 870 mil (aproximadamente R$ 4,2 milhões na cotação atual).
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Siga o Times | CNBCO valor representou um crescimento de 6% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Mesmo assim, o grupo acumulou perdas de quase US$ 406 milhões (aproximadamente R$ 1,9 bilhão) entre janeiro e março, segundo o The Guardian.
Ainda de acordo com as informações publicadas pela companhia, grande parte do prejuízo veio de perdas não monetárias. O balanço incluiu US$ 368 milhões em perdas relacionadas a ativos digitais usados como garantia e títulos de participação.
Além disso, a empresa registrou US$ 11,5 milhões em juros acumulados e outros US$ 11,8 milhões em remuneração baseada em ações.
Em 2025, a Trump Media anunciou um plano para criar um “tesouro de bitcoin” e ampliar a exposição ao mercado de criptomoedas. A empresa investiu US$ 3,5 bilhões em bitcoin durante o período de forte valorização do ativo digital.
No entanto, o cenário mudou nos meses seguintes ao investimento na cripto. Desde então, o valor da moeda digital caiu cerca de um terço e pressionou o resultado financeiro da companhia. As perdas ligadas ao investimento em criptoativos se tornaram o principal fator por trás do prejuízo bilionário.
Leia também: Donald Trump suspende análises e paralisa projetos eólicos bilionários nos EUA
Cinco meses antes da divulgação dos prejuízos, a Trump Media anunciou um plano de fusão avaliado em US$ 6 bilhões com a TAE Technologies. A companhia atua no desenvolvimento de tecnologia de fusão nuclear e pretende fornecer energia para centros de dados ligados à inteligência artificial.
O setor de fusão nuclear ainda enfrenta desafios tecnológicos e até hoje não conseguiu produzir mais energia do que a necessária para manter o próprio processo. Ainda assim, Kevin McGurn afirmou que a Trump Media segue trabalhando para acelerar a proposta de fusão e identificar novas oportunidades de crescimento.
Ainda de acordo com o executivo, a Truth Social deve seguir buscando expansão enquanto tenta fortalecer suas operações digitais e financeiras. Vale destacar que a rede social vem sendo o principal meio de comunicação de Donald Trump durante os conflitos atuais no Oriente Médio.
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