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Brasileiro amadurece relação com dinheiro, mas maioria ainda não investe, diz superintendente da Anbima

Publicado 12/05/2026 • 13:55 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • Pesquisa da Anbima mostra avanço da cultura de poupança e investimento nos últimos cinco anos no Brasil.
  • Marcelo Billi afirma que falta de investimento não está ligada apenas à renda, já que metade das classes A e B também não investe.
  • Estudo aponta avanço da educação financeira, maior diversificação entre jovens e crescimento do uso de IA nas decisões financeiras.

O brasileiro vem amadurecendo gradualmente sua relação com dinheiro, passando a poupar mais, investir mais e buscar maior planejamento financeiro. Apesar disso, a maior parte da população ainda permanece fora do mercado de investimentos. Para Marcelo Billi, superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação da Anbima, o principal desafio hoje não é apenas renda, mas a consolidação de uma cultura financeira no país.

Billi concedeu entrevista sobre o tema nesta terça-feira (12) ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. “Mesmo entre a população de classe A e B, 50% não poupam nem investem. Ou seja, mesmo entre os mais ricos, ainda falta uma cultura de investimento”, afirmou o executivo ao comentar os resultados da 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro 2026, levantamento realizado pela Anbima em parceria com o Datafolha.

O estudo mostrou avanços graduais nos hábitos financeiros da população nos últimos anos. Entre 2021 e 2025, o percentual de brasileiros que conseguiram economizar subiu de 27% para 33%, enquanto aqueles que fizeram algum tipo de investimento passaram de 18% para 24%. Já o uso de produtos financeiros avançou de 31% para 36%, e o conhecimento sobre investimentos cresceu de 28% para 43%.

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Segundo Marcelo Billi, os dados mostram evolução consistente, mas ainda insuficiente diante do tamanho da população brasileira que continua sem investir. “Quando olhamos o filme, vemos essa grande melhora das pessoas conseguindo poupar e investir mais, e conhecendo melhor os produtos. Mas a realidade é que a maioria dos brasileiros ainda não poupa nem investe”, ressaltou.

Renda maior não garante capacidade de poupança

Na avaliação do executivo da Anbima, um dos principais obstáculos para a formação de patrimônio no Brasil está ligado ao padrão de consumo das famílias, que cresce junto com o aumento da renda e acaba limitando a capacidade de poupança.

“Conforme ganhamos um pouco mais de renda, nossas ambições e padrão de consumo evoluem também”, observou.

Segundo ele, o avanço financeiro sustentável depende da capacidade de desenvolver hábitos de planejamento e poupança ao longo do tempo. “O que precisa evoluir junto com a renda é a nossa capacidade de poupança e planejamento para o futuro”, destacou.

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Marcelo Billi afirmou ainda que, apesar da melhora dos indicadores macroeconômicos, parte relevante da população continua insatisfeita com o próprio padrão de vida e com os níveis de endividamento, cenário que dificulta o avanço da educação financeira no país.

Redes sociais ampliam educação financeira, mas exigem cuidado

O levantamento também identificou impacto positivo da educação financeira sobre o comportamento dos investidores brasileiros e sobre a relação da população com o dinheiro.

Segundo o executivo, pessoas que participaram de cursos, palestras ou programas de educação financeira apresentaram melhores indicadores de organização financeira, investimento e até menor nível de estresse relacionado às finanças. “A pesquisa mostrou que esse grupo conseguiu poupar mais, tem mais produtos de investimento e possui uma consciência financeira melhor”, explicou.

Para Marcelo Billi, as redes sociais tiveram papel importante na popularização das discussões sobre dinheiro e investimentos nos últimos anos. “A Anbima acompanha os finfluencers e vimos um crescimento enorme na oferta de conteúdo”, afirmou.

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Segundo ele, as plataformas digitais ajudaram a democratizar o acesso à informação financeira, mas também aumentaram o risco de excesso de conteúdo inadequado ou incompatível com o perfil de cada investidor. “Esse excesso de informação pode causar confusão; nem tudo o que é ofertado é adequado para todo mundo”, alertou.

Jovens diversificam mais investimentos

Apesar de a caderneta de poupança continuar sendo o produto financeiro mais popular do país, o estudo identificou avanço gradual de modalidades como CDBs, fundos e títulos privados entre os investidores brasileiros.

Para o executivo, as gerações mais jovens vêm liderando esse movimento de diversificação financeira e redução da dependência da poupança tradicional. “Quanto mais jovem é o investidor, menos ele usa a poupança e mais ele diversifica a carteira para buscar retorno e mitigar riscos”, pontuou.

Segundo Marcelo Billi, essa mudança de comportamento representa um processo saudável de amadurecimento financeiro da população brasileira e uma relação mais sofisticada com os investimentos.

Brasil pode ganhar milhões de novos investidores

A pesquisa também projeta a entrada potencial de quase 9 milhões de novos investidores até 2026, caso as intenções declaradas pelos entrevistados se confirmem, indicando avanço gradual da cultura financeira no Brasil.

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Na avaliação de Marcelo Billi, a projeção mostra que investir deixou de ser visto como uma atividade restrita à população de alta renda. “Algo que antes parecia ser coisa de gente rica está se revelando acessível para todo mundo”, afirmou.

O executivo destacou ainda que o principal fator para a construção de patrimônio não é o valor inicial aplicado, mas o tempo de permanência nos investimentos, especialmente em um cenário de maior acesso à informação financeira e ampliação do uso de produtos de investimento.

O importante não é com quanto você começa, mas quando você começa. Quanto antes, mais fácil chegar no objetivo planejado”, concluiu.

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