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Superendividamento cresce no Brasil: veja os sinais de alerta
Publicado 02/11/2026 • 09:00 | Atualizado há 47 minutos
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Publicado 02/11/2026 • 09:00 | Atualizado há 47 minutos
KEY POINTS
Foto: pexels
Superendividamento cresce no Brasil: veja os sinais de alerta
O número de brasileiros em situação de superendividamento de risco chegou a 20,3 milhões em junho de 2026, alta de 75% em cinco anos. Os dados do Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central (BC), divulgados pela Agência Brasil, mostram o avanço da vulnerabilidade financeira das famílias.
O contingente representa 17% dos devedores do Sistema Financeiro Nacional. Diante desse cenário, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição pretende anunciar novas medidas ainda em 2026 para conter ofertas agressivas de crédito, principalmente para consumidores que enfrentam dificuldades para pagar as contas.
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O Banco Central utiliza quatro critérios para identificar consumidores em situação de endividamento de risco. Para entrar nessa classificação, a pessoa precisa atender a pelo menos dois deles:
A classificação não significa que todos os consumidores identificados estejam inadimplentes. Ela indica maior vulnerabilidade financeira e risco de dificuldades para manter os pagamentos em dia.
Além disso, acumular empréstimos e depender de modalidades com juros elevados pode comprometer o orçamento e reduzir os recursos disponíveis para despesas essenciais, como alimentação, moradia e transporte.
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Siga o Times | CNBCO comprometimento da renda preocupa especialmente os brasileiros que recebem menos. Segundo o relatório, as pessoas com renda de até dois salários mínimos comprometiam 42% dos ganhos com dívidas em junho de 2026. Esse grupo reúne 61,2 milhões de pessoas, e 15% da renda estava comprometida com dívidas no cartão de crédito.
Entre os consumidores que ganham mais de dez salários mínimos, o comprometimento total da renda com dívidas chegou a 18,6%. O relatório também aponta aumento da parcela da renda destinada ao pagamento de dívidas no cartão em todas as faixas salariais. Por isso, acompanhar o valor das parcelas e o peso dos juros no orçamento é importante para identificar dificuldades financeiras.
Galípolo afirmou que as próximas iniciativas devem priorizar consumidores que utilizam o crédito rotativo do cartão ou apresentam atrasos significativos no pagamento das dívidas. Além disso, o presidente também demonstrou preocupação com o crescimento de modalidades sem garantia, como cartão de crédito, cheque especial e empréstimo pessoal não consignado, mesmo em um cenário de juros elevados.
Na sexta-feira (23), o BC anunciou regras para restringir ofertas inadequadas e ampliar a transparência na contratação de empréstimos. Além disso, as instituições financeiras deverão disponibilizar mecanismos para bloquear publicidade e propostas ativas de crédito.
Para consumidores considerados vulneráveis ou em risco de endividamento excessivo, as ofertas dependerão de autorização prévia, específica e inequívoca. Dessa forma, nesses casos, as propostas deverão se limitar a alternativas que melhorem as condições financeiras do cliente, como renegociação e portabilidade de crédito, sem concessão de novos recursos.
Os mecanismos de bloqueio de ofertas começam a valer em 31 de março de 2027. Outras medidas, previstas para julho do mesmo ano, incluem painéis digitais com informações sobre dívidas e limites para ofertas de empréstimos durante transações iniciadas pelo Pix. Além disso, as iniciativas buscam reduzir a contratação de crédito inadequado e evitar o agravamento do endividamento das famílias.
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Enquanto as mudanças não entram em vigor, acompanhar o orçamento, verificar os custos dos empréstimos e evitar novas dívidas para pagar compromissos antigos são cuidados importantes. Quando as parcelas consomem uma parte excessiva da renda, buscar alternativas de renegociação pode ajudar a impedir um superendividamento.
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