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Conflito no Oriente Médio

Trump vê acordo com Irã mais próximo, mas ameaça retomar ação militar se negociação fracassar

Publicado 31/05/2026 • 16:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Acordo defendido por Donald Trump exige que o Irã não desenvolva nem adquira armas nucleares, condição que, segundo ele, já foi aceita por Teerã.
  • Presidente dos Estados Unidos afirmou que uma solução negociada seria mais rápida e melhor do ponto de vista humanitário do que a retomada das ações militares.
  • Em meio às negociações, forças americanas anunciaram que impediram a entrada de navios em portos iranianos e mantêm o bloqueio marítimo iniciado em abril.

Donald Trump afirmou neste sábado (30) que acredita estar próximo de concluir um acordo com o Irã para encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel passaram a realizar bombardeios contra o país do Oriente Médio. Segundo o presidente americano, as conversas avançaram após Teerã concordar com a principal exigência de Washington relacionada ao programa nuclear iraniano.

Para Trump, a negociação representa o caminho mais rápido para encerrar a guerra. Ainda assim, ele deixou claro que os Estados Unidos mantêm aberta a possibilidade de recorrer novamente à força militar caso não obtenham o resultado esperado.

Exigência nuclear

Durante entrevista à Fox News, concedida à apresentadora Lara Trump, o presidente americano declarou que o ponto central das negociações é garantir que o Irã não tenha acesso a armas nucleares. Segundo ele, a posição iraniana evoluiu ao longo das conversas.

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Eles diziam inicialmente que não desenvolveriam armas nucleares. Eu disse: Mas e se vocês comprá-las?'” Agora eles afirmam que não vão desenvolver o armamento e nem comprá-lo em hipótese alguma. Essa é uma grande diferença“, afirmou. Trump disse acreditar que essa mudança aproximou significativamente as partes de um entendimento.

Pressa descartada

Apesar de demonstrar otimismo, o presidente dos Estados Unidos afirmou que as negociações continuam difíceis e que não pretende acelerar artificialmente o processo.

Segundo ele, um acordo poderia contribuir para reduzir os preços dos combustíveis, mas um entendimento apressado não garantiria os resultados desejados.

Eu gostaria de dizer que estou com pressa porque o acordo faria os preços da gasolina despencarem. Mas, se tivermos pressa, não teremos um bom negócio“, declarou.

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Trump também fez um alerta sobre a possibilidade de mudança de estratégia caso as negociações fracassem. “Estamos conseguindo o que queremos. E se não conseguirmos, vamos terminar de uma maneira diferente“, afirmou.

Impacto em Ormuz

O presidente americano também afirmou que um acordo permitiria a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte de petróleo no mundo.

O fechamento da passagem marítima tem provocado impactos sobre a economia global e afetado o fluxo internacional de energia, segundo Trump.

Navio é interceptado

Enquanto as negociações prosseguiam, o Comando Central dos Estados Unidos informou que forças americanas impediram um navio mercante de romper o bloqueio aos portos iranianos.

Segundo o comunicado, um míssil foi disparado contra a casa de máquinas da embarcação para interromper sua tentativa de atracação.

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De acordo com os militares americanos, o cargueiro Lian Star, que navegava sob bandeira da Gâmbia, ignorou mais de 20 advertências durante a noite ao tentar acessar um porto iraniano.

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Bloqueio continua

As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram que a operação impediu seis embarcações de romperem o bloqueio marítimo imposto ao Irã.

Segundo o balanço divulgado, um navio recebeu autorização para seguir viagem, enquanto 116 embarcações foram redirecionadas.

O bloqueio aos portos iranianos foi iniciado em 17 de abril, em resposta ao fechamento do Estreito de Ormuz por parte do governo iraniano.

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Cessar-fogo em negociação

O conflito permanece sob um cessar-fogo considerado frágil, em vigor desde 7 de abril. Paralelamente, estão em andamento negociações para ampliar a trégua por mais 60 dias.

Durante esse período, os envolvidos pretendem discutir uma solução para o programa nuclear iraniano, tema que permanece no centro das conversas entre as partes.

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