Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Por que a CNI quer barrar o fim da ‘taxa das blusinhas’ no STF? Entenda a disputa
Publicado 28/05/2026 • 22:00 | Atualizado há 5 meses
Elon Musk investe cerca de US$ 1 bilhão na Skydance
Barclays planeja cortar 5 mil empregos com avanço da inteligência artificial
CEO da Nvidia diz que demanda por neoclouds está “nas alturas”, mas falta capital
Anthropic anuncia prévia do Claude Duet, agente pessoal de IA para competir com Muse e Dots
Tesla supera expectativas de lucros e vendas, mesmo com queda na receita do setor automotivo
Publicado 28/05/2026 • 22:00 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: Magnific
Por que a CNI quer barrar o fim da 'taxa das blusinhas' no STF Entenda a disputa
A disputa sobre a chamada “taxa das blusinhas” chegou ao Supremo Tribunal Federal após a decisão do governo federal de zerar o imposto para compras internacionais até US$ 50 (aproximadamente R$ 250 na cotação atual). A medida recolocou o debate entre indústrias nacionais, varejo e plataformas estrangeiras de comércio eletrônico.
Agora, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) tenta derrubar a mudança na Justiça e pede o retorno imediato da cobrança de 20% de encomendas internacionais de pequeno valor.
Leia também: México e UE fecham acordo para reduzir tarifas e aumentar comércio diante de pressão dos EUA
Dentro da polêmica envolvendo a taxação para compras internacionais de pequeno valor, o governo federal publicou a Medida Provisória 1.357/2026 em 12 de maio e revogou a alíquota de 20% criada em 2024 pela Lei 14.902/2024.
A regra anterior ficou conhecida como “taxa das blusinhas” porque atingia compras feitas em plataformas internacionais como Shein, Shopee e AliExpress. Os e-commerces oferecem produtos internacionais com valores consideravelmente abaixo do mercado nacional.
Com a mudança, pessoas físicas voltam a ter isenção federal em compras internacionais de até US$ 50. Mesmo assim, as encomendas continuam sujeitas ao ICMS estadual, que varia entre 7% e 20%.
A CNI argumenta que a isenção cria uma concorrência desigual entre empresas estrangeiras e a indústria brasileira. De acordo com a entidade, a medida prejudica principalmente pequenos e médios negócios nacionais, além de enfraquecer o varejo interno.
A ação distribuída ao ministro Dias Toffoli também cita uma possível violação de princípios constitucionais como livre concorrência, isonomia tributária e proteção ao mercado interno.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCAlém disso, a confederação afirma que o governo não demonstrou urgência para editar a medida provisória, já que o assunto ainda estava em discussão no Congresso Nacional.
O Palácio do Planalto justificou a mudança com base no impacto da tributação sobre consumidores de baixa renda. Segundo o governo, a cobrança criada em 2024 não trouxe os resultados esperados para geração de empregos e fortalecimento da indústria nacional.
O Ministério da Fazenda também apontou avanço no combate ao contrabando e maior regularização das plataformas internacionais como fatores para rever a política tributária.
Leia também: Mercosul avança: acordo de facilitação do comércio é promulgado entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai
Apesar de já estar em vigor, a Medida Provisória 1.357/2026, que isenta as compras até US$ 50, ainda precisa de aprovação do Congresso em até 120 dias.
Enquanto isso, a CNI pede ao STF a suspensão imediata da nova regra sobre a taxa das blusinhas e alerta para possível perda bilionária de arrecadação nos próximos anos caso a isenção continue válida.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
GERP: Flávio tem 53 pontos e Lula, 47; distância aumenta a cinco dias das eleições
2
Lula promete tarifa zero a cinco dias do 2º turno, mas não detalha como bancar custo bilionário
3
PESQUISA QUE ACERTOU PRIMEIRO TURNO: Flávio tem 53% e Lula 47% dos votos válidos, diz Gerp
4
Luxo: fotos mostram viagens de Lulinha em jato fretado e passeios pagos por empresários; veja
5
DECISÃO 2026: ranking das pesquisas eleitorais mostra diferenças entre as estimativas dos institutos e o resultado das urnas