CNBC

CNBCBiohub, da Chan Zuckerberg Initiative, abre nova rodada de financiamento para doenças raras

Economia Brasileira

Genéricos do Ozempic podem mudar liderança do mercado de GLP-1 no Brasil?

Publicado 25/06/2026 • 17:16 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A chegada de versões genéricas da semaglutida promete mudar a dinâmica de um setor que deve movimentar cerca de R$ 20 bilhões neste ano.
  • Desde 2025, a venda de medicamentos GLP-1 exige retenção da receita médica nas farmácias.
  • O crescimento dos GLP-1 também começa a impactar o mercado de trabalho.

Foto: Unshplash

Genéricos do Ozempic podem mudar liderança do mercado de GLP-1 no Brasil?

O Ozempic pode voltar ao centro da disputa pelo mercado de medicamentos GLP-1 no Brasil após a abertura do caminho para versões genéricas da semaglutida, anunciada em 2026.

O Mounjaro consolidou sua posição como principal produto do segmento e ampliou sua participação nas vendas. A chegada de versões genéricas da semaglutida promete mudar a dinâmica de um setor que deve movimentar cerca de R$ 20 bilhões neste ano.

A mudança ocorre após a decisão da Justiça que permitiu a entrada de concorrentes para a molécula utilizada em medicamentos como Ozempic e Wegovy.

A expectativa é que o aumento da oferta provoque uma redução significativa nos preços e amplie o acesso aos tratamentos para diabetes tipo 2 e obesidade.

Mounjaro amplia espaço nas farmácias

A tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, alcançou aproximadamente 57% do mercado brasileiro de GLP-1, segundo levantamento realizado pela InfoPrice. O desempenho reforça o avanço do medicamento desde sua chegada ao país e evidencia a preferência crescente dos consumidores pelo produto.

Além da liderança em participação, o Mounjaro também aparece entre os medicamentos mais caros da categoria.

Leia também: Empresário Alexandre Accioly lança único dinner show do Brasil em Copacabana

Em algumas apresentações, o valor da caneta ultrapassou os R$ 4 mil durante o período analisado, colocando a tirzepatida no topo da lista de preços do segmento.

Os dados foram coletados em milhares de farmácias espalhadas pelo país e mostram que as dosagens mais elevadas da linha Mounjaro concentram os maiores valores praticados no varejo.

Diferenças de preço chamam atenção

O estudo identificou grandes variações nos preços de acordo com o canal de compra utilizado pelos consumidores.

Leia também: Nestlé é proibida pela Justiça de usar ‘Nespresso Coffee+’ no Brasil, após ação da marca ‘Coffee ++’

Aplicativos de entrega registraram os maiores valores em boa parte dos produtos monitorados. Já as notas fiscais eletrônicas apontaram preços mais baixos, especialmente nas apresentações de maior dosagem da tirzepatida.

Em alguns casos, a diferença entre os canais de venda ultrapassou R$ 1 mil por unidade, demonstrando como a estratégia de compra pode influenciar diretamente o gasto dos pacientes.

Mounjaro x Ozempic: entrada de genéricos pode mudar o jogo

Apesar da liderança atual do Mounjaro, especialistas avaliam que os próximos meses serão decisivos para o setor.

Com o fim da proteção da patente da semaglutida no Brasil, fabricantes nacionais já começaram a lançar produtos concorrentes.

O aumento da produção local deve reduzir a dependência de medicamentos importados e aumentar a disputa por espaço nas prateleiras.

A expectativa do mercado é de que os preços da semaglutida recuem entre 30% e 50% nos próximos 12 a 18 meses.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Leia também: Livraria Leitura anuncia expansão e chegará a 140 lojas no Brasil

Caso esse movimento se confirme, Ozempic, Wegovy e seus concorrentes poderão recuperar parte do terreno perdido para a tirzepatida.

A combinação entre preços mais acessíveis e maior disponibilidade tende a ampliar o número de pacientes em tratamento e pode alterar o equilíbrio atual do mercado de GLP-1 no país.

Regras mais rígidas para compra de Ozempic e similares

O avanço do setor ocorre em um ambiente regulatório mais rigoroso. Desde 2025, a venda de medicamentos GLP-1 exige retenção da receita médica nas farmácias.

A medida foi adotada para reduzir o uso indiscriminado desses produtos e garantir maior controle sobre a prescrição dos tratamentos.

Leia também: DeepSeek volta pro jogo e resolve gargalo bilionário do setor de I.A.

Mesmo com as exigências, a procura pelos medicamentos segue elevada, impulsionada pela busca por tratamentos para controle de peso e glicemia.

Medicamentos entram na disputa por talentos

O crescimento dos GLP-1 também começa a impactar o mercado de trabalho. Uma pesquisa da ZipHealth mostrou que 47% dos profissionais da Geração Z considerariam positivamente uma empresa que oferecesse cobertura para medicamentos como Ozempic e Mounjaro ao comparar duas oportunidades semelhantes.

O levantamento publicado anteriormente pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, aponta ainda que 9% dos entrevistados aceitariam ganhar menos para ter acesso ao benefício.

Outros 54% afirmaram que abririam mão de pelo menos uma vantagem tradicional oferecida pelas empresas para contar com a cobertura dos tratamentos.

Leia também: Nvidia leva todo o lucro da corrida por I.A. enquanto o resto acumula trilhão em prejuízo; veja gráfico com resultados

Entre os trabalhadores de outras faixas etárias, o interesse também aparece de forma relevante. O percentual chega a 35% entre os millennials e a 36% na geração X.

Os resultados indicam que benefícios ligados à saúde e ao bem-estar estão ganhando peso nas decisões profissionais. Para muitas empresas, a tendência representa um novo desafio na disputa por talentos e na construção de pacotes de benefícios mais atrativos.

A liderança do Mounjaro permanece sólida no curto prazo, mas o avanço dos genéricos da semaglutida pode inaugurar uma nova etapa de concorrência no setor.

Leia também: Os fiascos que o Claude Fable acumulou em 96 horas expõem a Anthropic e Dario Amodei a um vexame sem precedentes

Com a chegada dos genéricos, a disputa pelo mercado de GLP-1 entra em uma nova fase no Brasil, e os próximos meses mostrarão se o Mounjaro conseguirá manter a liderança ou se o Ozempic voltará a ganhar força diante de preços mais acessíveis e de uma concorrência cada vez maior.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Economia Brasileira

O que justifica um valuation de mais de US$ 2 trilhões para a SpaceX? Quanto custa torcer? O impacto dos uniformes oficiais no bolso do fã de futebol Messi foge da onda rosa da Copa com chuteira especial; veja quanto custa o modelo O efeito ‘Toy Story’: como uma animação de 1995 criou um dos negócios mais duradouros do entretenimento Neymar leva coleção de relógios de milhões para a Copa do Mundo; veja valores FIFA investe bilhões para garantir consistência técnica na Copa do Mundo de 2026 Nike tem uniformes mais caros da Copa do Mundo 2026 em comparação com outras marcas; veja os preços Qual o time esportivo mais valioso do mundo? Veja quem lidera o ranking Quais são as franquias mais valiosas do beisebol? Veja top 10 Copa do Mundo 2026: quanto custam as principais bolas de futebol comemorativas?