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Conta de luz pode ficar mais cara? Entenda o projeto que avança no Senado

Publicado 29/07/2026 • 14:20 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Um projeto que avança no Senado pode provocar impactos significativos na conta de energia elétrica dos brasileiros nos próximos anos.
  • Segundo estimativas da Abrace, as medidas incluídas no texto podem gerar um custo adicional de até R$ 1,5 trilhão entre 2027 e 2057.
  • O principal motivo para esse aumento está na inclusão de regras que obrigam a contratação de novas usinas termelétricas e pequenas hidrelétricas.
Usinas termoelétricas

Foto: Unsplash

Conta de luz pode ficar mais cara Entenda o projeto que avança no Senado

Um projeto que avança no Senado pode provocar impactos significativos na conta de energia elétrica dos brasileiros nos próximos anos. Segundo estimativas da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), as medidas incluídas no texto podem gerar um custo adicional de até R$ 1,5 trilhão entre 2027 e 2057.

Além disso, o principal motivo para esse aumento está na inclusão de regras que obrigam a contratação de novas usinas termelétricas e pequenas hidrelétricas.

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O que prevê o projeto?

A proposta que pode aumentar a conta de luz iniciou com o objetivo de ampliar descontos na conta de energia para atividades como irrigação, aquicultura e exploração de poços artesianos.

No entanto, durante a tramitação na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, o relator Hermes Klann (PL-SC) incorporou dispositivos voltados à expansão da geração elétrica

Essas alterações determinam a contratação obrigatória de novas usinas, medida que entidades do setor classificam como “jabutis“, expressão usada para mudanças sem relação direta com o tema original do projeto. Dessa forma, segundo a Abrace, essas contratações representam praticamente todo o impacto financeiro estimado para os próximos 30 anos.

Por que a conta de luz pode subir?

O maior peso financeiro está na contratação obrigatória de usinas termelétricas movidas a gás natural na Região Norte. Com isso, somente essa medida pode gerar um custo acumulado de aproximadamente R$ 902,5 bilhões. 

Outros R$ 301 bilhões estariam ligados à contratação de 2,5 gigawatts de termelétricas com operação mínima obrigatória de 70%, mesmo quando outras fontes de energia apresentarem custos menores.

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Além disso, o projeto prevê a contratação de 4,9 gigawatts de pequenas centrais hidrelétricas, o que adicionaria cerca de R$ 255 bilhões ao sistema elétrico. Somados, esses três itens elevam o impacto para aproximadamente R$ 1,46 trilhão, valor arredondado pela Abrace para até R$ 1,5 trilhão.

Como funcionam as usinas termoelétricas?

As usinas termelétricas a gás natural geram eletricidade por meio da queima do combustível para produzir calor. Esse calor aquece a água, gera vapor ou movimenta diretamente turbinas, que acionam geradores responsáveis pela produção de energia elétrica.

Em comparação com termelétricas movidas a carvão ou óleo combustível, as unidades a gás emitem menos dióxido de carbono e costumam entrar em operação com maior rapidez. Por isso, elas costumam reforçar o sistema elétrico em períodos de alta demanda ou quando a geração por fontes renováveis, como eólica e solar, diminui.

Apesar dessa vantagem operacional, especialistas apontam que o custo de geração depende diretamente do preço do gás natural e da forma como essas usinas operam. Quando a legislação exige que permaneçam ligadas continuamente, mesmo com outras fontes mais baratas disponíveis, o valor da energia tende a aumentar, impactando consumidores e empresas.

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Projeto segue para análise do Senado

Apesar dos desafios econômicos, o texto já chegou ao Plenário do Senado, mas ainda pode passar por novas discussões. Parlamentares apresentaram requerimentos para que a proposta também seja examinada pelas comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Constituição e Justiça (CCJ).

Com isso, até a conclusão da análise do Senado, o formato definitivo do projeto ainda poderá sofrer alterações antes de uma eventual aprovação. Dessa forma, caso o projeto avance, a conta de luz dos brasileiros tende a sofrer um aumento no preço.

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