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Publicado 21/05/2026 • 13:31 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Banco Master oferecia risco ao sistema financeiro? Veja o que disse Galípolo
Em meio às investigações sobre o Banco Master e às suspeitas de fraudes bilionárias no sistema financeiro, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, falou na última terça-feira (19) sobre o caso.
Ele afirmou que a instituição comandada pelo banqueiro Daniel Vorcaro não representava risco sistêmico ao mercado financeiro brasileiro.
A declaração ocorreu durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, quando o chefe da autoridade monetária detalhou os fatores que levaram o BC a intensificar o monitoramento sobre o banco, segundo informações da Agência Brasil.
Leia também: Caso Master: Galípolo diz que BC não será “palanque” e defende atuação de autoridade monetária
Galípolo afirma que o Banco Master não representava risco ao sistema financeiro porque tinha participação inferior a 0,5% no sistema bancário. Na avaliação do Banco Central, esse nível reduz a possibilidade de um efeito em cadeia sobre outras instituições.
Segundo essa leitura, mesmo diante da crise de liquidez e das operações consideradas atípicas, o impacto ficaria restrito ao próprio banco, sem potencial de provocar uma instabilidade mais ampla no sistema financeiro.
Além disso, o BC entendeu que os problemas estavam concentrados na gestão e na estrutura de captação da instituição, o que caracteriza uma situação individual, e não um risco sistêmico capaz de comprometer o funcionamento do mercado na totalidade.
De acordo com Galípolo, o principal sinal de alerta surgiu quando o Banco Master começou a criar novas carteiras de investimentos, mesmo enfrentando dificuldades financeiras.
“Se você tem um banco com dificuldade de liquidez, você não forma carteira. Se você está com dificuldade de dinheiro, você vende a carteira. Aí tudo bem, mas como é que você está vendendo uma carteira nova? Foi isso que chamou a atenção do BC imediatamente”, disse Galípolo aos senadores.
Na avaliação do BC, instituições com problemas de liquidez normalmente reduzem operações e vendem ativos para reforçar o caixa. O movimento realizado pelo Master, porém, seguiu na direção oposta, o que motivou uma análise mais aprofundada por parte da autoridade monetária.
A partir de janeiro de 2025, o Banco Central criou um grupo específico para acompanhar essas novas carteiras de investimentos formadas pela instituição.
Durante a audiência, Galípolo explicou ainda que o Banco Master assinou, em novembro de 2024, um termo de compromisso com o Banco Central para corrigir problemas relacionados à governança, capital e liquidez.
Na sequência, o banco passou a buscar recursos no mercado com garantias do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Após enfrentar restrições nesse modelo de captação, a instituição tentou captar dinheiro junto a fundos de investimento, mas sem sucesso.
Segundo o presidente do BC, o Master também intensificou a venda de carteiras de crédito, principalmente em operações envolvendo o Banco Regional de Brasília (BRB).
A Polícia Federal passou a investigar as negociações entre o Banco Master e o BRB após identificar suspeitas de irregularidades em cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos vendidos.
Além disso, o BRB chegou a tentar adquirir o Banco Master, mas a operação não recebeu autorização do Banco Central.
Após o agravamento da crise financeira da instituição, o banco entrou em liquidação extrajudicial em novembro de 2025.
Galípolo também afirmou que, após a rejeição da venda ao BRB, o Banco Master apresentou ao BC uma proposta de saída organizada do mercado envolvendo supostos investidores árabes.
Segundo o presidente do BC, o Banco Master nunca apresentou oficialmente esses investidores ao Banco Central.
Leia também: Crise do Master está longe da gravidade de Bamerindus e Econômico, afirma Galípolo
Durante a audiência, Galípolo afirmou ainda que a liquidação de uma instituição financeira não representa uma punição aos gestores responsáveis pelos problemas do banco.
“Punir uma instituição que foi vítima de maus gestores é um equívoco. É dobrar a punição em quem é vítima, que são, inclusive, os correntistas daquela instituição. Então, liquidar uma instituição não é punir os gestores. Liquidar uma instituição, isso você só vai fazer porque aquela instituição chegou a um ponto específico”, disse.
Na visão do presidente do BC, esse tipo de medida, no caso do Banco Master, ocorre apenas quando a instituição atinge um estágio considerado inviável para continuar operando, evitando impactos ainda maiores para clientes e correntistas.
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