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Operações da PF

Linha do tempo: como a sétima fase da Compliance Zero chegou a um perito da PF

Publicado 21/05/2026 • 23:45 | Atualizado há 36 minutos

KEY POINTS

  • Um perito criminal federal foi afastado do cargo e teve a casa alvo de buscas após a PF identificar possíveis repasses indevidos.
  • Entre os crimes investigados estavam organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, ameaça, violação de sigilo funcional e invasão de dispositivos informáticos.
  • Com sete fases realizadas em pouco mais de seis meses, a Operação Compliance Zero se transformou em uma das maiores investigações financeiras em andamento no país.
compliance zero

Polícia Federal / Divulgação

Linha do tempo: como a sétima fase da Compliance Zero chegou a um perito da PF

A Polícia Federal chegou, na última terça-feira (19), à sétima fase da Operação Compliance Zero com um novo foco dentro da própria corporação.

A investigação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, apura suspeitas de vazamento de informações sigilosas da operação para um jornalista.

Um perito criminal federal foi afastado do cargo e teve a casa alvo de buscas após a PF identificar possíveis repasses indevidos de dados internos ligados ao caso Banco Master.

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Deflagrada originalmente em novembro de 2025, a Compliance Zero começou investigando supostas irregularidades financeiras envolvendo carteiras de crédito.

Ao longo dos meses, porém, o inquérito ganhou novas frentes e passou a incluir suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, espionagem clandestina, invasão de sistemas e intimidação de adversários.

As apurações colocaram no centro da investigação o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pessoas próximas a ele e estruturas apontadas pela PF como responsáveis por ocultação patrimonial e proteção de interesses privados.

1° fase da Operação Compliance Zero

A primeira etapa da operação ocorreu em 18 de novembro de 2025. Na ocasião, a Polícia Federal investigava a emissão de títulos de crédito sem lastro considerado regular pelos órgãos de fiscalização.

Mandados foram cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal. Daniel Vorcaro, apontado como controlador do Banco Master, chegou a ser preso preventivamente, mas deixou a prisão dias depois mediante medidas cautelares.

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Os investigadores suspeitavam que carteiras de crédito inconsistentes eram negociadas entre instituições financeiras e substituídas após fiscalizações do Banco Central. Os crimes investigados incluíam gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa.

2ª fase: bloqueios bilionários

Em janeiro de 2026, a segunda fase ampliou o alcance patrimonial da investigação. A PF pediu o bloqueio de bens e valores superiores a R$ 5,7 bilhões.

As suspeitas passaram a envolver lavagem de dinheiro, manipulação de mercado e estruturas financeiras usadas para ocultar patrimônio.

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Foi nesse momento que o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal. O ministro André Mendonça assumiu a relatoria após surgirem elementos sobre possível proximidade entre Daniel Vorcaro e o ministro Dias Toffoli.

3° fase: suspeitas de ameaças e invasão de dispositivos

A terceira fase foi deflagrada em março de 2026 e marcou uma mudança importante no rumo da investigação. Além das suspeitas financeiras, a PF passou a apurar práticas de intimidação e espionagem.

Daniel Vorcaro voltou a ser preso. A investigação citava um grupo chamado “A Turma”, apontado como responsável por ameaças, corrupção e invasão de dispositivos eletrônicos.

Dois servidores ligados ao Banco Central foram afastados por decisão do STF e passaram a cumprir medidas cautelares, incluindo uso de tornozeleira eletrônica. Os bloqueios patrimoniais autorizados pela Justiça chegaram a R$ 22 bilhões.

4° fase: relação entre BRB e Banco Master

Em abril de 2026, a quarta fase colocou no centro das investigações operações financeiras envolvendo o BRB e o Banco Master.

O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi preso após suspeitas de pagamento de propina por meio de imóveis de alto padrão em Brasília e São Paulo.

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Segundo a Polícia Federal, imóveis avaliados em cerca de R$ 146 milhões teriam sido usados para ocultar vantagens indevidas. A investigação também passou a analisar aportes bilionários ligados à compra de carteiras de crédito consignado.

5° fase: apuração sobre pagamentos

A quinta etapa ocorreu em 7 de maio de 2026 e aprofundou suspeitas envolvendo operadores financeiros e possíveis pagamentos ligados ao senador Ciro Nogueira.

Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, foi preso temporariamente. A PF afirma que ele atuava como operador financeiro do esquema investigado.

Os investigadores encontraram mensagens sobre pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil relacionados à parceria chamada “BRGD/CNLF”.

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Também passaram a ser analisadas operações societárias consideradas incompatíveis com o valor de mercado, incluindo a compra de participação na Green Investimentos S.A.

6° fase: grupo suspeito

A sexta fase foi deflagrada em 14 de maio de 2026 em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A PF afirmou ter identificado uma estrutura clandestina voltada à proteção dos interesses ligados ao Banco Master e a Daniel Vorcaro.

Segundo os investigadores, o grupo monitorava adversários, acessava informações sigilosas e tentava remover conteúdos negativos da internet.

Entre os crimes investigados estavam organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, ameaça, violação de sigilo funcional e invasão de dispositivos informáticos.

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Um dos presos foi Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro e fundador do Grupo Multipar. A investigação aponta que ele teria ligação com a estrutura conhecida como “A Turma”.

A operação também atingiu uma delegada da Polícia Federal suspeita de integrar o esquema e usar acessos privilegiados para obtenção de informações sigilosas.

As investigações ainda revelaram mensagens sobre possíveis ameaças ao jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

7° fase: PF investiga vazamento de informações

A sétima fase da Compliance Zero marcou a primeira vez em que a investigação atingiu diretamente um integrante da própria Polícia Federal.

Na terça-feira (19), um perito criminal federal foi alvo de mandados de busca e apreensão e acabou afastado do cargo por decisão do STF.

Segundo a investigação, ele teria repassado informações sigilosas obtidas a partir da análise de materiais apreendidos nas fases anteriores da operação.

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A Polícia Federal afirma que o objetivo das medidas é preservar a continuidade das investigações, impedir novos vazamentos e reunir provas ainda pendentes.

O Supremo ressaltou que a apuração não tem como alvo jornalistas nem veículos de imprensa e destacou a preservação do sigilo da fonte e da liberdade de atuação jornalística.

Investigação segue em andamento

Com sete fases realizadas em pouco mais de seis meses, a Operação Compliance Zero se transformou em uma das maiores investigações financeiras em andamento no país.

A Polícia Federal continua rastreando patrimônio, movimentações financeiras e possíveis conexões entre agentes públicos, operadores financeiros e integrantes do grupo investigado.

As defesas dos citados na operação Compliance Zero afirmam que irão contestar as acusações e apresentar esclarecimentos no processo. Novas medidas não estão descartadas pelas autoridades responsáveis pelo caso.

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