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Para onde foram os R$ 37,7 bilhões devolvidos pelo FGC após o caso Master

Publicado 28/05/2026 • 09:30 | Atualizado há 47 minutos

KEY POINTS

  • O episódio envolvendo o caso Master movimentou R$ 37,7 bilhões pagos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
  • O Banco Central detalhou para onde foi a maior parte desse dinheiro e os impactos no sistema financeiro brasileiro.
  • Os recursos migraram principalmente para bancos de maior porte.
FGC

Foto: FGC

Para onde foram os R$ 37,7 bilhões devolvidos pelo FGC após o caso Master

O episódio envolvendo o caso Master movimentou R$ 37,7 bilhões pagos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) após a liquidação extrajudicial das instituições do grupo. Agora, o Banco Central detalhou para onde foi a maior parte desse dinheiro e os impactos no sistema financeiro brasileiro.

De acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira do segundo semestre de 2025, os recursos migraram principalmente para bancos de maior porte. Além disso, o Banco Central afirmou que o episódio não provocou risco sistêmico no Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Leia também: Rioprevidência expõe falha de governança em aportes no Banco Master

Para onde foram os R$ 37,7 bilhões?

Segundo informações da Agência Brasil, o Fundo Garantidor de Crédito pagou cerca de R$ 37,7 bilhões para clientes do Banco Master, Master BI e Letsbank entre 19 de janeiro e 27 de fevereiro de 2026. Desse total, R$ 20,7 bilhões seguiram para títulos emitidos por instituições financeiras.

O valor representa 55,1% de todos os recursos devolvidos pelo FGC. Além disso, R$ 1,47 bilhão foi direcionado para títulos privados, enquanto outros R$ 15,46 bilhões tiveram destinos financeiros diferentes.

O Banco Central também informou que os maiores bancos do país concentram a maior parte do dinheiro ressarcido aos clientes. O Banco Master foi liquidado pelo BC no final de novembro de 2025.

Grandes bancos

As instituições classificadas como S1 absorveram 40,9% dos valores. Essa categoria reúne bancos com ativos equivalentes a pelo menos 10% do PIB brasileiro ou com forte atuação internacional.

Já os bancos classificados como S2 receberam 24,2% dos recursos. O grupo reúne instituições de grande porte e relevância dentro do Sistema Financeiro Nacional.

Durante a apresentação do relatório, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, afirmou que a autoridade monetária acompanhou toda a movimentação financeira, “CPF por CPF e CNPJ por CNPJ”, ressaltou o diretor.

Leia também: PF aponta interferência política de Cláudio Castro em aportes bilionários no Banco Master

Solidez no sistema financeiro

Além das informações sobre o destino dos montantes, o Banco Central também afirmou que o sistema financeiro brasileiro segue sólido, mesmo com juros elevados e aumento da inadimplência.

Segundo o relatório, os bancos mantêm níveis confortáveis de capitalização e liquidez. Além disso, os testes de estresse mostraram capacidade de resistência das instituições financeiras em cenários adversos.

O documento ainda apontou desaceleração do crédito em 2025 tanto para famílias quanto para empresas. Entre pessoas físicas, o BC identificou aumento do comprometimento da renda e avanço da inadimplência em diferentes modalidades de crédito.

Por outro lado, a autoridade monetária afirmou que os bancos seguem com provisões adequadas para absorver possíveis perdas, como no caso Master.

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