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Dinheiro de clientes do Master migrou para bancos maiores, informa Banco Central
Publicado 26/05/2026 • 07:44 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 26/05/2026 • 07:44 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Reprodução
A maior parte dos recursos devolvidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) aos clientes do conglomerado Master foi parar em bancos de maior porte após a liquidação das instituições do grupo. É o que mostra o Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do segundo semestre de 2025, divulgado na segunda-feira (25) pelo Banco Central.
Entre 19 de janeiro e 27 de fevereiro deste ano, o FGC desembolsou R$ 37,7 bilhões para clientes do Master, Master BI e Letsbank. Do total, R$ 20,77 bilhões, equivalente a 55,1%, foram direcionados para títulos emitidos por instituições financeiras. Outros R$ 1,47 bilhão foram aplicados em títulos privados, enquanto R$ 15,46 bilhões tiveram outras destinações.
Leia também: Fundo de R$ 5,4 bi do Master escondeu créditos podres de empresas ligadas ao banqueiro
De acordo com o BC, os bancos classificados como S1, grupo que reúne instituições com ativos equivalentes a pelo menos 10% do PIB ou atuação internacional relevante, concentraram 40,9% dos recursos devolvidos. Já os bancos S2 ficaram com 24,2% dos valores.
📋 Fazem parte do grupo S1 Itaú, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica, Santander e BTG Pactual.
Durante a apresentação do relatório, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, afirmou que a autoridade monetária acompanhou a movimentação dos recursos “CPF por CPF e CNPJ por CNPJ”.
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Siga o Times | CNBCSegundo Aquino, os valores foram direcionados principalmente para instituições enquadradas nas categorias S1 e S2. Ele também reforçou que a liquidação não provocou impacto no sistema financeiro e destacou que o conglomerado Master representava cerca de 0,1% dos ativos totais do sistema bancário brasileiro.
Leia também: O que é liquidez bancária e por que ela virou ponto-chave no caso Master
Na semana passada, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também minimizou os riscos do episódio. “Um banco S3, na terceira divisão do futebol do sistema financeiro, não oferece risco sistêmico”, afirmou.
No relatório, o Banco Central reiterou que o sistema financeiro brasileiro segue sólido mesmo em um cenário de juros elevados e aumento da inadimplência. Segundo a autoridade monetária, não há risco relevante para a estabilidade financeira e o sistema continua com níveis confortáveis de capitalização e liquidez.
Os testes de estresse realizados pelo BC indicaram, ainda, que os bancos mantêm capacidade de resistência em cenários adversos. A autoridade monetária também avaliou que a rentabilidade das instituições financeiras permaneceu praticamente estável no segundo semestre de 2025, apesar do aumento das despesas com provisões.
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