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Disney reage à I.A com investimento bilionário em parques e resorts; veja quanto

Publicado 10/05/2026 • 06:20 | Atualizado há 3 dias

KEY POINTS

  • Nos anos 1950, Walt Disney enfrentou um desafio semelhante com a popularização da televisão.
  • Se na década de 1950 a televisão mudou o hábito do público, agora a inteligência artificial acelera a produção de filmes, séries e experiências digitais a custos muito mais baixos.
  • A inteligência artificial redefine o valor do conteúdo.
Disney

Foto: reprodução Disney Experience

Disney aposta US$ 60 bilhões no único setor que a I.A não consegue substituir

A The Walt Disney Company inicia uma nova fase como resposta direta ao avanço da inteligência artificial, tecnologia que barateia e multiplica a produção de conteúdo digital e ameaça o modelo tradicional do entretenimento.

A indústria do entretenimento volta a enfrentar uma ruptura semelhante à ocorrida no pós-guerra.

Se na década de 1950 a televisão mudou o hábito do público, agora a inteligência artificial acelera a produção de filmes, séries e experiências digitais a custos muito mais baixos.

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De acordo com o artigo publicado pela Fortune, os estúdios que dependem de grandes investimentos e controle criativo, correm risco não apenas financeiro.

A saturação de conteúdo reduz o valor percebido das produções e mantém o público em casa. Para combater essa crise, a empresa investiu cerca de US$ 60 bilhões na expansão de parques, cruzeiros e resorts.

A resposta histórica de Walt Disney

Nos anos 1950, Walt Disney enfrentou um desafio semelhante com a popularização da televisão. Em vez de combater a nova tecnologia, ele decidiu incorporá-la ao negócio.

Ao lançar um programa de TV e usar essa vitrine para impulsionar a Disneylândia, criou um ecossistema integrado. O conteúdo promovia o parque, o parque fortalecia a marca e os produtos ampliavam a receita.

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Enquanto o estúdio sofria com a queda de público, o parque crescia e sustentava a empresa.

Magic Kingdom Park, da Disney

A estratégia atual da Disney

Sete décadas depois, a lógica volta ao centro da estratégia. Sob a liderança de Bob Iger e com a chegada de Josh D’Amaro ao comando, a empresa reforça o foco em experiências físicas.

O investimento bilionário inclui expansão de parques temáticos, novos navios de cruzeiro e destinos internacionais.

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Apostar em algo que a inteligência artificial não consegue replicar totalmente, a experiência presencial.

Parques oferecem imersão, interação e memória afetiva. Elementos difíceis de digitalizar ou reproduzir em escala por tecnologias emergentes.

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A escolha de um executivo vindo da área de parques para liderar a companhia sinaliza uma mudança estrutural. O entretenimento digital continua relevante, mas deixa de ser o único eixo central.

A empresa enfrenta desafios nesse segmento. O streaming ainda busca rentabilidade consistente e parte do público critica a repetição de fórmulas criativas.

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Experiências físicas ganham peso estratégico. Elas não apenas geram receita direta, mas também sustentam o valor da marca.

Lições recentes e riscos

A tentativa anterior de aplicar uma lógica mais financeira aos parques trouxe desgaste. A gestão de Bob Chapek foi marcada por aumento de preços e críticas à perda de qualidade na experiência do visitante.

O novo momento exige equilíbrio. A expansão precisa manter o foco na experiência e não apenas na monetização.

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A inteligência artificial redefine o valor do conteúdo. Em resposta, a Disney aposta no que não pode ser automatizado completamente, o contato físico, a imersão e o deslocamento do público.

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