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Classe & Estilo: Direção criativa se torna principal diferencial para marcas de luxo
Publicado 29/05/2026 • 15:30 | Atualizado há 47 minutos
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Publicado 29/05/2026 • 15:30 | Atualizado há 47 minutos
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Criar desejo em consumidores que têm acesso constante a produtos, informações e lançamentos se tornou um dos principais desafios das marcas de luxo. Para Danni Rudz, especialista em moda e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a resposta para essa questão passa cada vez mais pela direção criativa e pela construção de experiências imersivas.
“O mercado de luxo tem migrado definitivamente para experiências imersivas”, afirmou durante sua participação no quadro “Classe & Estilo” desta sexta-feira (29), ao analisar dois eventos realizados recentemente por Royal Salute e Care Natural Beauty.
Segundo a especialista, o produto deixou de ser o único protagonista da estratégia das marcas premium. “Produto realmente todo mundo faz”, observou. Para ela, o diferencial está na capacidade de criar narrativas capazes de envolver o consumidor antes, durante e depois do contato com a marca. “A direção criativa é o ponto que vai levar você a ter sucesso naquele evento ou não”, afirmou.
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Na avaliação de Danni, experiências de luxo hoje são construídas a partir de uma combinação de elementos que vão além da mercadoria em si.
“A marca deixa só de criar produto”, disse. Segundo ela, cenografia, trilha sonora, ambientação, narrativa, arquitetura emocional e linguagem visual passaram a fazer parte da estratégia de lançamento. “Aquilo foi criado para viralizar, é criado para postar”, destacou ao comentar o papel crescente do ambiente digital nesse processo.
Para a especialista, as ações atuais precisam funcionar simultaneamente para quem participa presencialmente e para quem acompanha tudo pelas redes sociais. “É uma experiência pensada para existir tanto pessoal como digitalmente”, resumiu.
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Um dos exemplos citados por Danni foi o evento The Royal Salute Experience, realizado no Rosewood São Paulo para apresentar novidades da marca de uísque escocês.
Segundo ela, a experiência foi construída a partir de uma narrativa tecnológica e sensorial que transformou um jantar em uma apresentação imersiva. “Eles trouxeram essa experiência sensorial, que a música colocava você num lugar de expectativa, como se você estivesse dentro de uma apresentação real”, afirmou.
A especialista relatou que projeções visuais, narração, harmonização gastronômica e ambientação foram utilizadas para apresentar os componentes e características do produto. “Eu me senti dentro de uma carruagem, em uma avenida importante para um evento diferenciado”, contou.
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Para ela, o principal resultado foi a criação de uma memória emocional ligada à marca. “A gente pode esquecer das coisas que nos disseram, mas a gente não se esquece de como nos fizeram sentir”, observou.
Danni também destacou o papel do Rosewood, que classificou como um espaço já associado a experiências de alto padrão no mercado brasileiro. Segundo ela, a escolha do local reforçou o posicionamento premium buscado pela marca.
O segundo caso analisado pela especialista foi a inauguração da nova flagship da Care Natural Beauty, localizada na Rua Oscar Freire, em São Paulo.
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Segundo Danni, o objetivo da operação vai muito além da venda de produtos. “As marcas que escolhem a Oscar Freire para colocar uma loja não querem só um ponto de venda”, afirmou. “Eles querem diálogo com a comunidade.”
A especialista explicou que a loja foi concebida como um espaço multifuncional, reunindo experiências relacionadas à beleza, convivência e produção de conteúdo digital.
Entre os destaques, ela citou uma estação de análise facial para recomendação de produtos, áreas de experimentação de cosméticos e um café desenvolvido em parceria com o projeto Café por Elas, iniciativa ligada à produção de café por mulheres. “Ela já traz engajamento e força de propósito”, observou.
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Outro elemento ressaltado por Danni foi a criação de áreas voltadas à produção de conteúdo e vendas online.
Segundo ela, influenciadores, afiliados e criadores de conteúdo podem utilizar o espaço para apresentar produtos e realizar transmissões ao vivo. “Você vê como o diálogo permeia esse lugar o tempo todo”, afirmou.
Na avaliação da especialista, a estratégia transforma a loja em uma plataforma de relacionamento contínuo com consumidores e parceiros da marca. “Está ali a experiência imersiva para o consumidor final, para quem está passando para tomar um café, para quem quer fazer daquilo um ponto de encontro e para o digital”, destacou.
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Ao comparar os dois projetos, Danni concluiu que ambos seguem uma mesma lógica: utilizar criatividade, tecnologia e narrativa para ampliar o alcance das marcas.
“Um local muito bem escolhido, uma estratégia muito bem elaborada e o digital como quem vai reverberar isso além daquele dia”, resumiu. Segundo ela, eventos de luxo deixaram de ser experiências restritas aos convidados presentes e passaram a ser planejados para gerar repercussão muito depois do encerramento.
Para a especialista, esse movimento aponta a direção seguida atualmente pelo mercado premium. “O evento foi feito para reverberar”, afirmou. E concluiu: “É para onde o mercado está caminhando em termos de experiência”.
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