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O que faz Naskar? Empresa desapareceu após sumiço de quase R$ 1 bilhão

Publicado 12/05/2026 • 14:01 | Atualizado há 5 meses

KEY POINTS

  • O caso ganhou força em maio de 2026, quando pagamentos deixaram de ser feitos, o aplicativo saiu do ar e os sócios interromperam qualquer contato.
  • Em seus materiais institucionais, destacava segurança, inovação e atendimento personalizado como diferenciais.
  • Funcionários do edifício onde a fintech funcionava afirmaram que a empresa deixou o imóvel entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.
Azara e Naskar

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Qual será o papel da Azara Capital após comprar a Naskar?

A fintech Naskar passou a ser investigada após clientes relatarem o desaparecimento de quase R$ 1 bilhão investidos na empresa.

O caso ganhou força em maio de 2026, quando pagamentos deixaram de ser feitos, o aplicativo saiu do ar e os sócios interromperam qualquer contato.

Antes disso, a companhia já havia abandonado a sede oficial na Vila Olímpia, em São Paulo, sem avisar os clientes.

O que faz Naskar?

A Naskar se apresentava como uma empresa voltada para tecnologia financeira, câmbio e gestão de patrimônio. No site institucional, a fintech dizia atuar há mais de dez anos no mercado de capitais e afirmava oferecer soluções modernas para investidores e clientes de alta renda.

Entre os principais serviços divulgados estavam o aplicativo financeiro próprio, chamado Naskar App, além de produtos como o Naskar Prime, focado em gestão patrimonial, o Naskar Exchange, voltado para câmbio, e o Naskar Mundi, cartão com uso internacional.

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A empresa também afirmava ter parceria com companhias globais dos setores de banking, auditoria e tecnologia.

Em seus materiais institucionais, destacava segurança, inovação e atendimento personalizado como diferenciais.

Sede em São Paulo foi abandonada meses antes

Funcionários do edifício onde a fintech funcionava afirmaram que a empresa deixou o imóvel entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.

Mesmo sem ocupar mais o espaço na Vila Olímpia, o endereço continuava registrado oficialmente no cadastro da Receita Federal.

A saída silenciosa da sede levantou suspeitas porque ocorreu meses antes do colapso público da empresa. Clientes afirmam que nunca foram informados sobre a mudança de endereço.

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Há relatos de que a operação teria sido transferida para Alphaville, em Barueri, região onde outras empresas ligadas aos sócios também aparecem registradas.

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Fechamento de filiais aumentou suspeitas

Os sinais de desmobilização começaram ainda em 2025. Em abril daquele ano, as filiais de Brasília, Curitiba e Rio de Janeiro tiveram os CNPJs encerrados ao mesmo tempo.

Segundo relatos de investidores, a fintech continuou captando recursos normalmente mesmo após o fechamento das unidades. Nenhum comunicado oficial teria sido enviado aos clientes.

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Documentos também mostram movimentações empresariais envolvendo os sócios da Naskar em outra instituição financeira em fase de autorização junto ao Banco Central.

Clientes ficaram sem respostas

O problema veio à tona no início de maio de 2026, quando pagamentos prometidos pela empresa deixaram de cair nas contas dos investidores.

Pouco depois, o aplicativo ficou indisponível e os responsáveis pela fintech pararam de responder mensagens, ligações e notificações extrajudiciais.

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Clientes passaram então a procurar os endereços cadastrados da empresa e descobriram que a sede oficial já não funcionava mais no local informado.

Polícia investiga possível estelionato

A Polícia Civil do Distrito Federal apura o caso sob suspeita de estelionato e possível pirâmide financeira.

O desaparecimento da empresa gerou uma corrida de clientes em busca de informações sobre o paradeiro dos sócios e sobre a possibilidade de recuperação dos valores investidos.

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Até o momento, o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários não identificavam a Naskar como instituição autorizada a captar recursos do público ou operar investimentos regulados.

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