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Por que os Correios dão prejuízo? Governo aponta principal motivo
Publicado 08/05/2026 • 08:00 | Atualizado há 5 dias
Publicado 08/05/2026 • 08:00 | Atualizado há 5 dias
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Foto: Divulgação Correios
Por que os Correios dão prejuízo? Governo aponta principal motivo
A projeção de um rombo de até R$ 10 bilhões nos Correios em 2026 foi apresentada pela equipe econômica e trouxe um novo dado para o debate sobre o desempenho das estatais.
A estimativa aparece após um resultado negativo já registrado pela empresa e reforça a preocupação do governo com os efeitos fiscais desse cenário.
Leia também: Correios podem registrar rombo de R$ 10 bilhões em 2026, diz Durigan
Segundo o ministro da Fazenda Dario Durigan, o prejuízo está ligado ao desequilíbrio financeiro da empresa, que já vem registrando perdas consecutivas.
De acordo com Dario Durigan, os Correios tiveram cerca de R$ 4 bilhões de prejuízo em 2025 e podem chegar a um rombo de até R$ 10 bilhões em 2026.
Na prática, isso significa que a empresa está gastando mais do que arrecada, e essa diferença acaba impactando o resultado das contas públicas.
Durigan ressaltou que a estatal carrega o custo de garantir a universalização do serviço postal, incluindo regiões remotas onde empresas privadas não atuam. Ainda assim, afirmou que não defende estatais deficitárias e que o problema precisa ser enfrentado.
Esse ponto ganha peso porque o resultado dos Correios não fica restrito à empresa. Como estatal, o desempenho financeiro entra no cálculo das contas públicas. Quando a empresa registra prejuízo, esse resultado negativo contribui diretamente para o aumento do déficit.
Esse efeito exige atenção justamente porque amplia a pressão fiscal. Ou seja, não se trata apenas de um resultado corporativo ruim, mas de um número que interfere no equilíbrio das contas do governo.
Por isso, a projeção de um rombo maior nos próximos anos reforça a necessidade de medidas. Afinal, quanto maior o prejuízo das estatais, maior tende a ser o impacto sobre o resultado fiscal consolidado.
Para enfrentar o resultado negativo, a direção dos Correios elaborou um plano de reestruturação com foco em reorganizar a operação financeira da empresa. A proposta reúne três frentes principais: redução de custos, aumento de receitas e ampliação das áreas de atuação.
Nesse conjunto de medidas, entram também possíveis parcerias estratégicas, incluindo a formação de joint ventures. A ideia é buscar modelos de cooperação com o setor privado para ampliar eficiência operacional e abrir novas fontes de receita, sem alterar de imediato a natureza da estatal.
O debate sobre privatização também foi citado, mas sem definição de encaminhamento no curto prazo. Como ressaltou Dario Durigan, não há uma posição fechada dentro do governo, o que mantém diferentes caminhos em avaliação.
Sobre eventual privatização, disse não ter resistência ideológica, mas ponderou que a medida não é solução automática. Avaliou que concessões e privatizações não devem ser tratadas como “bala de prata”.
Leia também: Correios em crise: veja a linha do tempo que explica como a estatal chegou até aqui
Nesse contexto, a avaliação apresentada por Dario Durigan indica que alternativas estão em análise para melhorar o desempenho dos Correios e conter o avanço das perdas, com foco em reduzir a pressão sobre as contas públicas ao longo do tempo.
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