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Transporte

Táxis voadores estão mais perto da realidade; veja como eles devem funcionar

Publicado 04/08/2026 • 22:30 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Depois de décadas restritos à ficção científica, os táxis voadores começam a se aproximar de uma fase de testes reais.
  • Os veículos utilizam motores elétricos e múltiplos rotores independentes para realizar a decolagem vertical, sem precisar de pistas convencionais.
  • O modelo da Joby Aviation, por exemplo, possui seis rotores elétricos que levantam a aeronave e depois mudam de posição para impulsionar o voo horizontal.
Táxis voadores estão mais perto da realidade; veja como eles devem funcionar

Foto: Joby Aviation

Táxis voadores estão mais perto da realidade; veja como eles devem funcionar

Depois de décadas restritos à ficção científica, os táxis voadores começam a se aproximar de uma fase de testes reais. Empresas como Joby Aviation, Archer Aviation, Beta Technologies e Wisk Aero desenvolvem os chamados eVTOLs, aeronaves elétricas capazes de decolar e pousar verticalmente, com a promessa de reduzir o tempo de deslocamento nas grandes cidades.

A tecnologia pretende transformar trajetos longos feitos por terra em viagens rápidas pelo ar. Em Nova York, por exemplo, uma corrida entre Manhattan e o Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK) pode levar até duas horas, dependendo do trânsito. Com um eVTOL da Joby Aviation, o percurso poderia ser realizado em menos de 10 minutos, de acordo com a Fortune.

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Como funcionam os táxis voadores elétricos

Os eVTOLs combinam características de helicópteros, aviões e drones. Os veículos utilizam motores elétricos e múltiplos rotores independentes para realizar a decolagem vertical, sem precisar de pistas convencionais.

O modelo da Joby Aviation, por exemplo, possui seis rotores elétricos que levantam a aeronave e depois mudam de posição para impulsionar o voo horizontal. O veículo pode transportar quatro passageiros e um piloto, alcançar cerca de 160 quilômetros de autonomia e voar a aproximadamente 300 metros de altitude.

Segundo Paul Sciarra, presidente executivo da empresa, a tecnologia pode abrir uma nova alternativa de transporte em locais onde helicópteros tradicionais enfrentam limitações devido ao ruído ou às restrições de operação.

Além disso, as fabricantes defendem que os eVTOLs poderão funcionar de forma semelhante aos aplicativos de transporte, permitindo que passageiros solicitem viagens curtas entre diferentes pontos das cidades.

Empresas disputam espaço no mercado

Para transformar a tecnologia em realidade, fabricantes avançam em testes autorizados pelo governo dos Estados Unidos. O programa piloto de integração de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical, conhecido como EIPP, permite que companhias testem seus modelos antes da certificação definitiva da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA).

A Joby Aviation, avaliada em cerca de US$ 7,6 bilhões (aproximadamente R$ 39,09 bilhões), participa dessa corrida com apoio da Toyota, Uber e Delta Air Lines. A empresa planeja realizar testes em Nova York, Nova Jersey, Texas e Flórida. Inicialmente, os voos devem transportar cargas e, posteriormente, passageiros em operações experimentais sem cobrança.

Enquanto isso, a Archer Aviation trabalha para iniciar operações comerciais com seu modelo Midnight durante os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. A companhia, avaliada em aproximadamente US$ 3,7 bilhões (aproximadamente R$ 19,03 bilhões), tem investimento da United Airlines e aposta que a cidade será um mercado estratégico devido aos longos deslocamentos urbanos.

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A Beta Technologies, apoiada por empresas como Amazon e GE Aerospace, também realiza testes com aeronaves elétricas em diferentes estados americanos. Já a Wisk Aero, subsidiária da Boeing, desenvolve um modelo totalmente autônomo que será avaliado no Texas.

Segurança e tráfego aéreo são desafios

Apesar dos avanços, os táxis voadores ainda precisam superar obstáculos antes de chegar ao público. A principal etapa é a aprovação da FAA, já que os eVTOLs representam uma nova categoria de aeronave civil.

A segurança também é um ponto de atenção para consumidores. Entretanto os veículos elétricos podem apresentar vantagens em relação aos helicópteros tradicionais. Isso porque os eVTOLs possuem diversos rotores independentes, reduzindo a dependência de um único componente.

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Outro desafio será organizar o tráfego aéreo urbano. Diferentemente dos aviões comerciais, que operam em grandes altitudes, os táxis voadores devem circular em áreas próximas às cidades, com rotas curtas e maior concentração de aeronaves.

Nesse cenário, sistemas automatizados de controle de voo serão necessários para administrar o aumento da movimentação nos céus. A Joby busca experiência nessa área após adquirir a Blade Air Mobility, empresa especializada em transporte aéreo urbano por helicópteros. A aquisição ajudou a companhia a ampliar o conhecimento sobre operações comerciais e gerenciamento de voos.

Caso recebam autorização da FAA, os táxis voadores poderão mudar a mobilidade urbana, reduzindo o tempo perdido no trânsito e criando uma nova alternativa para deslocamentos até aeroportos, hospitais e centros comerciais.

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