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Selic cai para 14%: o que muda nos seus investimentos a partir de agora?
Publicado 06/08/2026 • 14:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 06/08/2026 • 14:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: AFP
Selic cai para 14% o que muda nos seus investimentos a partir de agora
O Banco Central reduziu a taxa Selic de 14,25% para 14% ao ano na última quarta-feira (05), confirmando a quarta queda consecutiva no atual ciclo de flexibilização monetária.
Embora o corte já aparecesse nas projeções do mercado, a decisão reacendeu uma dúvida entre investidores que buscam entender se ainda vale a pena concentrar recursos na renda fixa.
Leia também: Expectativa de corte da Selic desloca atenção do mercado para sinalizações do Banco Central sobre próximos passos
A redução de 0,25 ponto percentual seguiu o ritmo adotado pelo Copom desde março, quando a taxa básica iniciou o movimento de queda após atingir 15% ao ano.
Nas últimas reuniões, o Banco Central aumentou a preocupação com o cenário fiscal e com as expectativas de inflação, que seguem acima da meta de 3%, mesmo após a desaceleração do IPCA-15 em julho, impulsionada principalmente pela queda nos preços dos alimentos.
Na avaliação dos economistas, a decisão não altera de forma significativa as estratégias de investimento utilizadas, já que o mercado previa a movimentação.
Mesmo com a Selic menor, os especialistas ainda mantêm a preferência pela renda fixa. Além disso, o destaque continua para os títulos atrelados ao IPCA, que oferecem remuneração acima da inflação e permanecem entre os investimentos mais atrativos do mercado.
Especialistas ainda apontam que os papéis IPCA+ vivem um momento favorável. De acordo com fontes ouvidas pelo Estadão, esses títulos oferecem rendimento real superior a 8% ao ano, nível considerado raro em mercados internacionais.
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Siga o Times | CNBCApesar da queda da Selic, o cenário financeiro continua desafiador para ativos de maior risco. Os juros permanecem elevados e reduzem parte da atratividade da renda variável no curto prazo.
Segundo os especialistas, esse cenário favorece aplicações conservadoras enquanto o mercado aguarda sinais mais claros sobre os próximos passos do Banco Central.
Além da política monetária brasileira, fatores externos também seguem no radar dos investidores, como as decisões do Federal Reserve (Fed), a evolução do preço do petróleo e o comportamento da inflação global.
Leia também: Justiça rejeita pedido do Banco Central e marca assembleias de credores da Ambipar
Para os investidores iniciantes e sem grandes experiências no mercado financeiro, especialistas recomendam construir uma reserva de emergência em aplicações pós-fixadas com liquidez diária.
Depois dessa etapa, o investidor pode diversificar parte da carteira entre títulos que seguem indicadores financeiros à inflação e prefixados, sempre mantendo a atenção em objetivos e perfil de risco.
De forma geral, mesmo com a queda na Selic, ainda é importante que o investidor coloque metas e objetivos nos investimentos. Além disso, qualquer aplicação deve ser analisada antes para evitar riscos maiores e perdas financerias consideráveis.
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