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Inflação na China sobe além do esperado com guerra no Irã; veja o que muda na economia
Publicado 11/05/2026 • 18:30 | Atualizado há 24 horas
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Publicado 11/05/2026 • 18:30 | Atualizado há 24 horas
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Unsplash.
Inflação na China dispara em abril após guerra no Irã pressionar preços da indústria
A inflação na China subiu acima do esperado em abril, impulsionada pela alta global das commodities após o agravamento da guerra entre Irã e Israel e pelas despesas ligadas aos feriados no país.
Os dados divulgados mostraram que os preços ao consumidor e ao produtor ganharam força em meio ao impacto da crise energética internacional e ao aumento dos custos industriais.
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O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 1,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado ficou acima da previsão de economistas, que esperavam alta de 0,9%. Em março, o indicador havia registrado avanço de 1%, de acordo com a CNBC.
Já o Índice de Preços ao Produtor (IPP) cresceu 2,8% em abril na comparação anual. Foi o maior aumento desde julho de 2022 e um salto expressivo diante da alta de 0,5% observada no mês anterior.
O avanço da inflação foi fortemente influenciado pela escalada da guerra no Oriente Médio. O bloqueio parcial do Estreito de Ormuz afetou o transporte de petróleo e matérias-primas, pressionando os preços internacionais de energia.
Na China, os combustíveis ficaram mais caros e os impactos se espalharam pela cadeia industrial. Os preços da gasolina subiram 19,3% em abril na comparação anual, enquanto setores ligados à mineração e energia também registraram fortes aumentos.
A mineração de metais não ferrosos teve alta de 38,9%, enquanto a extração de petróleo e gás avançou 28,6%. O processamento de petróleo e carvão também acelerou, refletindo a maior demanda por fontes alternativas de energia.
Além da pressão vinda das commodities, o consumo interno teve influência sobre os índices de inflação. O calendário de feriados impulsionou gastos com viagens e lazer durante abril.
As vendas no período do feriado do Dia do Trabalho cresceram 14,3% em relação ao ano passado, superando o desempenho registrado no Ano Novo Lunar em fevereiro.
O núcleo da inflação, que desconsidera alimentos e energia, subiu 1,2%, mostrando um avanço moderado da demanda doméstica.
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Apesar disso, parte da economia chinesa continua enfrentando dificuldades. O mercado imobiliário segue em retração e o investimento no setor caiu 11,2% nos primeiros meses do ano.
Autoridades chinesas apontaram que o crescimento da demanda por infraestrutura de inteligência artificial ajudou a elevar custos em alguns segmentos industriais.
Fabricantes de fibras industriais, equipamentos de armazenamento de dados e componentes tecnológicos registraram aumento de preços em meio à expansão do setor de computação avançada.
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A situação atual representa um movimento de “reinflação” após três anos de pressões deflacionárias na economia chinesa.
Ao mesmo tempo, economistas alertam que a alta de custos pode reduzir margens de lucro das empresas e afetar o consumo das famílias.
Mesmo com o aumento da inflação e da tensão geopolítica, as exportações chinesas continuaram em crescimento. Em abril, as vendas externas avançaram 14,1% em relação ao ano anterior.
O superávit comercial mensal alcançou US$ 84,8 bilhões, mantendo a China em trajetória para registrar mais um ano de forte saldo positivo no comércio exterior.
Os números ganham relevância em um momento de aproximação diplomática entre Pequim e Washington. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve visitar a China nos próximos dias para uma reunião com o presidente Xi Jinping.
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A guerra no Oriente Médio, as disputas comerciais e os temas ligados à segurança internacional devem dominar as discussões entre EUA e China.
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