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O que pode acontecer se a Enel perder a concessão em São Paulo?
Publicado 15/05/2026 • 13:46 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 15/05/2026 • 13:46 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Tiago Queiroz/Estadão
O que pode acontecer se a Enel perder a concessão em São Paulo?
A possível perda da concessão da Enel em São Paulo abriu um novo capítulo na disputa entre a distribuidora e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Em defesa apresentada nesta semana, a companhia italiana pediu uma perícia técnica e afirmou sofrer tratamento desigual em relação a outras concessionárias do país.
O processo pode levar à caducidade do contrato da empresa, responsável pelo fornecimento de energia para cerca de 8,3 milhões de clientes na capital paulista e na região metropolitana.
No documento enviado à Aneel, a Enel Distribuição São Paulo argumenta que vem sendo submetida a exigências regulatórias diferentes das aplicadas a outras empresas do setor elétrico.
A distribuidora afirma que foi a única obrigada a cumprir metas de Tempo Médio de Atendimento a Emergências ainda em 2025, além de ter fiscalização mensal do indicador.
Segundo a companhia, outras distribuidoras que aderiram a planos semelhantes só terão metas obrigatórias a partir de 2026. A empresa também contesta cobranças relacionadas ao atendimento de consumidores afetados por interrupções superiores a 24 horas.
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A defesa sustenta que há possível violação ao princípio da isonomia e cita até o acordo bilateral de investimentos firmado entre Brasil e Itália. A Enel pertence ao grupo italiano Enel, um dos maiores conglomerados de energia do mundo.
Outro ponto usado pela distribuidora envolve os temporais registrados em dezembro de 2025 em São Paulo. A empresa pediu a realização de uma perícia técnica para avaliar os impactos das chuvas na rede elétrica e verificar se houve fatores externos que possam reduzir ou excluir responsabilidades da concessionária.
Na avaliação da Enel, a análise do processo precisa considerar os danos provocados por eventos climáticos extremos e a capacidade operacional da rede em situações excepcionais.
A companhia também afirmou que o contrato de concessão atual não prevê métricas específicas para o restabelecimento de energia em cenários climáticos severos.
Caso a Aneel decida pela caducidade da concessão, o contrato poderá ser encerrado antes do prazo previsto. Nesse cenário, o governo federal teria de definir uma nova empresa para assumir a distribuição de energia em São Paulo.
Uma das possibilidades é a realização de uma nova licitação para escolher outra concessionária. Também existe a chance de uma operação temporária coordenada pelo governo até a definição da futura responsável pelo serviço.
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O processo costuma envolver etapas técnicas e jurídicas complexas. A transição precisaria garantir a continuidade do fornecimento de energia para milhões de consumidores, evitando impactos no abastecimento e nos serviços essenciais.
Além disso, uma eventual troca de concessionária poderia gerar disputas judiciais, discussões sobre indenizações e revisão de investimentos feitos pela atual operadora ao longo dos últimos anos.
Com o encerramento do prazo para apresentação da defesa, os argumentos da Enel passarão agora por análise técnica da Aneel.
O caso ainda poderá ter novas diligências antes de seguir para votação da diretoria colegiada da agência reguladora.
Leia mais:
Até o momento, não há data definida para o julgamento final do processo que pode resultar na perda da concessão da distribuidora em São Paulo, Enel.
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