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Operação Fallax: quais crimes são investigados no caso que envolve a Fictor
Publicado 01/04/2026 • 21:18 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 01/04/2026 • 21:18 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Divvulgação/ Fictor
Em 25 de março, a Polícia Federal deflagrou a Operação Fallax em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia para desarticular um esquema suspeito de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal.
A ação mira um grupo que teria estruturado um sistema para obter vantagens ilícitas por meio da manipulação de dados bancários, prática que pode ter causado prejuízos superiores a R$ 500 milhões.
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As apurações começaram em 2024 após a identificação de indícios de irregularidades em operações financeiras. Segundo a Agência Brasil e a Polícia Federal, o grupo atuava de forma organizada e contava com a participação de pessoas com acesso a sistemas internos de instituições financeiras.
A suspeita é que funcionários eram cooptados para inserir informações falsas nos sistemas, o que permitia a liberação de valores de forma aparentemente regular. Com isso, saques e transferências eram realizados sem levantar suspeitas imediatas.
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Além da manipulação direta, o esquema também incluía o uso de empresas de fachada para movimentar os recursos e dificultar o rastreamento.
Após a obtenção dos valores, os investigados teriam adotado estratégias para ocultar a origem ilícita do dinheiro. Parte dos recursos era direcionada para a compra de bens de alto valor, enquanto outra parcela era convertida em criptoativos.
Esse tipo de operação, segundo os investigadores, tinha como objetivo fragmentar os rastros financeiros e dificultar o trabalho de identificação por parte das autoridades.
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Siga o Times | CNBCA operação apura uma série de crimes ligados ao sistema financeiro e à administração de recursos. Entre eles estão organização criminosa, estelionato qualificado e lavagem de dinheiro.
Também entram na lista gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva, além de crimes contra o sistema financeiro nacional. Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de prisão, caso haja condenação.
A Justiça Federal autorizou o cumprimento de 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva. Também foram determinadas quebras de sigilo bancário e fiscal de dezenas de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao caso.
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Outro ponto central da decisão judicial foi o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados. O valor chega a R$ 47 milhões, medida que busca impedir a continuidade das atividades e reduzir a capacidade financeira do grupo.
O nome do Grupo Fictor aparece entre os investigados, e o CEO Rafael de Gois foi alvo de buscas. Segundo a empresa, houve apreensão de um celular na residência do executivo.
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Em nota, a holding informou que aguarda acesso ao conteúdo da Operação Fallax para prestar esclarecimentos às autoridades. O caso segue em apuração e ainda não há decisão judicial definitiva sobre a responsabilidade dos envolvidos.
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