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Big Techs elevam gastos com pesquisa e desenvolvimento a US$ 200 bilhões impulsionadas pela I.A
Publicado 14/08/2026 • 09:00 | Atualizado há 14 horas
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Publicado 14/08/2026 • 09:00 | Atualizado há 14 horas
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Foto: Unsplash
Big Techs elevam gastos com pesquisa e desenvolvimento a US$ 200 bilhões impulsionadas pela I.A
As maiores Big Techs do mundo aumentaram de forma expressiva os gastos com pesquisa, desenvolvimento e infraestrutura no primeiro semestre de 2026.
Entre janeiro e junho, Alphabet, Meta, Apple, Microsoft, SpaceX e Amazon somaram mais de US$ 200 bilhões em despesas relacionadas à inovação e ao desenvolvimento de novas tecnologias.
O movimento ocorre em meio à disputa pela liderança em inteligência artificial, que exige investimentos cada vez maiores em modelos, chips, centros de dados e profissionais especializados.
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A corrida pela I.A mudou a escala dos investimentos das chamadas Big Techs. Empresas que já destinavam bilhões de dólares por ano à pesquisa passaram a ampliar os recursos para acompanhar o avanço dos modelos generativos e a criação de novos produtos. A estratégia também envolve infraestrutura necessária para treinar e operar sistemas de inteligência artificial em larga escala.
A Alphabet, controladora do Google, destinou US$ 35,25 bilhões (R$ 181,90 bilhões) à pesquisa e desenvolvimento nos primeiros seis meses de 2026. O valor representa crescimento de 29% em relação ao mesmo período anterior. Somente entre abril e junho, os gastos chegaram a US$ 18,22 bilhões (R$ 94,01 bilhões), alta de 32% na comparação anual.
A empresa vem concentrando parte importante desse esforço em inteligência artificial. O Google ampliou o desenvolvimento de seus modelos Gemini e também trabalha em aplicações voltadas à cibersegurança.
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A estratégia inclui ainda empresas e projetos que fazem parte do ecossistema de inovação da companhia. Entre eles estão a Waymo, voltada para veículos autônomos, a Wing, especializada em entregas por drones, e a Isomorphic Labs, que utiliza I.A para desenvolver novas abordagens no desenho de medicamentos.
A Meta foi uma das empresas que mais aceleraram os investimentos. A dona do Facebook e do Instagram gastou US$ 39,35 bilhões (R$ 203,07 bilhões) em pesquisa e desenvolvimento no primeiro semestre, alta de 57% em um ano. No segundo trimestre, foram US$ 21,66 bilhões (R$ 111,74 bilhões), crescimento de 67%.
A companhia comandada por Mark Zuckerberg vem direcionando recursos para seus modelos de inteligência artificial e para o desenvolvimento de produtos baseados na tecnologia. A empresa também aposta em agentes pessoais capazes de executar tarefas e ampliar a utilização da I.A em suas plataformas.
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A Meta pretende transformar esses sistemas em uma nova frente de produtos e receitas. A companhia também relaciona os investimentos ao desenvolvimento de novas experiências para usuários e ferramentas para anunciantes.
Na Apple, os gastos com pesquisa e desenvolvimento chegaram a US$ 34,04 bilhões (R$ 175,6 bilhões) nos nove primeiros meses do atual exercício fiscal. O valor representa aumento de aproximadamente 33% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Entre abril e junho, a empresa gastou US$ 11,73 bilhões (R$ 60,5 bilhões) na área, alta de 32%. A companhia afirma que o avanço das despesas está ligado, entre outros fatores, aos custos maiores com infraestrutura e inteligência artificial. A Apple trabalha em modelos próprios, recursos de I.A integrados aos aparelhos e serviços de computação em nuvem.
A empresa também prepara uma nova geração da Siri, com recursos mais avançados de inteligência artificial. O movimento ocorre enquanto a Apple se prepara para apresentar sua próxima geração de iPhones.
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A SpaceX apresentou uma característica diferente das demais empresas. A companhia de Elon Musk mais que dobrou os gastos com pesquisa e desenvolvimento, chegando a US$ 7,06 bilhões (R$ 36,4 bilhões).
Desse total, US$ 4,56 bilhões (R$ 23,5 bilhões) foram destinados ao segmento de inteligência artificial. O valor representa a maior parcela dos investimentos em pesquisa da empresa.
Os recursos estão ligados principalmente ao treinamento do Grok, ao desenvolvimento de novos produtos de I.A e aos custos de operação dos centros de dados.
A empresa também destinou US$ 2 bilhões (R$ 10,3 bilhões) ao segmento de lançamentos e serviços espaciais. Nesse caso, os investimentos incluem o desenvolvimento e os testes da Starship, além de motores Raptor e projetos relacionados aos veículos Falcon.
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A Microsoft registrou US$ 35,5 bilhões (R$ 183,50 bilhões) em gastos com pesquisa e desenvolvimento em seu exercício fiscal encerrado em junho. O crescimento foi de 9,5% na comparação anual. No trimestre, as despesas ficaram próximas de US$ 10 bilhões (quase R$ 51,60 bilhões), aumento de 13%.
A empresa vem ampliando a oferta de produtos e serviços baseados em inteligência artificial. Em julho, também anunciou uma nova divisão voltada ao uso da tecnologia por empresas.
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A expansão da I.A exige investimentos não apenas na criação de modelos, mas também em infraestrutura, segurança e ferramentas capazes de atender clientes corporativos.
A Amazon adota uma classificação diferente. A empresa não divulga separadamente quanto gasta apenas com pesquisa e desenvolvimento. Os valores ficam dentro da categoria de tecnologia e infraestrutura.
No segundo trimestre, essa despesa chegou a US$ 33,16 bilhões (R$ 171,1 bilhões), alta de 22%. No primeiro semestre, alcançou US$ 62,73 bilhões (R$ 323,6 bilhões), crescimento de 25%.
A companhia mantém investimentos em diferentes áreas tecnológicas. Entre elas estão os satélites do Amazon Leo, que concorrem com a Starlink, além do desenvolvimento de chips próprios e projetos envolvendo robótica.
A Amazon também ampliou suas apostas em empresas de inteligência artificial, incluindo investimentos em companhias que desenvolvem modelos avançados.
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A Nvidia, principal fornecedora de chips utilizados em sistemas de inteligência artificial, também aumentou os recursos destinados à pesquisa.
No primeiro trimestre, a companhia gastou US$ 6,32 bilhões (R$ 32,6 bilhões) em pesquisa e desenvolvimento, alta de 58% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Os resultados do segundo trimestre estão previstos para 26 de agosto. A divulgação deve mostrar como o crescimento da demanda por chips de I.A está afetando os investimentos da empresa.
O avanço dos gastos mostra que a disputa entre as grandes empresas de tecnologia deixou de estar concentrada apenas na criação de novos aplicativos e serviços.
A inteligência artificial exige uma estrutura muito maior. O treinamento de modelos avançados depende de grandes volumes de dados, chips especializados e centros de processamento capazes de operar continuamente.
Também há uma disputa por pesquisadores, engenheiros e profissionais especializados. Cada nova geração de modelos aumenta a necessidade de capacidade computacional e de investimentos para transformar a tecnologia em produtos comerciais.
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Os bilhões destinados à pesquisa e à infraestrutura passaram a ser uma peça central da estratégia das Big Techs. A expectativa das empresas é que os investimentos atuais ajudem a criar novas fontes de receita e consolidar posições em um mercado de inteligência artificial que ainda está em rápida expansão.
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