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Jogador de eSports encerra carreira aos 25 após ganhar US$ 500 mil; entenda
Publicado 12/09/2026 • 23:30 | Atualizado há 1 hora
Publicado 12/09/2026 • 23:30 | Atualizado há 1 hora
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Foto: Instagram
Jogador de eSports encerra carreira aos 25 após ganhar US$ 500 mil; entenda
O jogador chinês Jian “Uzi” Zi-hao anunciou sua aposentadoria dos eSports em 2020, aos 25 anos, depois de enfrentar lesões crônicas no pulso e no braço. Um dos principais nomes do League of Legends, Uzi acumulou mais de US$ 500 mil em prêmios durante a carreira, mas precisou interromper a trajetória profissional diante dos problemas físicos.
A saída do jogador expôs um problema que ganhou atenção. Embora os eSports sejam frequentemente associados a longas horas diante do computador, a rotina dos atletas envolve esforço físico e mental intenso, com treinos frequentes, partidas oficiais e movimentos repetitivos.
Jogadores profissionais passam muitas horas treinando para aprimorar habilidades e melhorar seu desempenho nas competições. O esforço contínuo pode afetar tanto a saúde mental quanto a física, de acordo com a Fortune.
Um estudo realizado em 2021 com jogadores portugueses de eSports apontou que 37% apresentavam ansiedade e depressão, enquanto 45% tinham distúrbios do sono. Entre os problemas físicos mais comuns estão alterações oculares e lesões musculoesqueléticas.
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A exposição prolongada às telas pode provocar fadiga ocular e afetar a capacidade de concentração. A luz das telas também pode interferir no sono ao afetar a liberação de melatonina, hormônio relacionado à regulação do ciclo de sono e vigília.
As mãos e os pulsos também estão entre as regiões mais exigidas. A repetição constante dos movimentos pode contribuir para problemas como síndrome do túnel do carpo, tendinite e o chamado “polegar de jogador”.
O desgaste não se limita aos braços e às mãos. Jogadores podem permanecer sentados durante horas, muitas vezes por três horas ou mais sem pausas, aumentando a pressão sobre a região lombar e a coluna.
Outro risco associado à rotina sedentária é a trombose venosa profunda. A condição ocorre quando um coágulo se forma, geralmente na perna, e pode se tornar grave caso chegue aos pulmões.
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Em 2011, o britânico Chris Staniforth morreu após sofrer uma condição desse tipo. O jogador chegava a passar até 12 horas seguidas jogando.
Com o avanço das pesquisas sobre lesões nos eSports, organizações profissionais passaram a investir em medidas de prevenção e recuperação.
As principais equipes passaram a contar com fisioterapeutas, psicólogos do desempenho, preparadores físicos e massagistas. Atividades físicas também foram incorporadas à rotina de algumas organizações, tanto para reduzir riscos de lesão quanto para fortalecer a integração entre os jogadores.
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Siga o Times | CNBCA ergonomia ganhou espaço nesse processo. A postura durante as partidas e a escolha de cadeiras adequadas passaram a ser consideradas medidas importantes para diminuir dores e reduzir o risco de problemas físicos.
Exercícios voltados para força, mobilidade e alongamento dos membros superiores também podem integrar programas de preparação.
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O caso de Uzi não é isolado entre as estrelas do League of Legends. Em 2023, Lee “Faker” Sang-hyeok precisou ficar fora das competições por causa de uma lesão relacionada ao uso excessivo do braço e da mão.
O tratamento incluiu mudanças na postura durante as partidas e fisioterapia intensiva. Faker conseguiu retornar às competições cerca de um mês depois.
O trabalho de sua equipe de apoio também passou a ter papel importante na prevenção de novas lesões ao longo das temporadas. O jogador conquistou três campeonatos mundiais consecutivos e se prepara para disputar novamente o Mundial de League of Legends, previsto para começar em outubro de 2026, nos Estados Unidos.
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A evolução da medicina esportiva no setor também levanta uma discussão sobre quais modelos devem orientar a preparação dos jogadores. Em vez de observar apenas esportes tradicionais, pesquisadores avaliam possíveis semelhanças entre os eSports e atividades como música e dança.
Jogadores profissionais precisam permanecer concentrados durante longos períodos, executar movimentos precisos com as mãos e lidar com a pressão de uma apresentação competitiva. Estudos já identificaram padrões semelhantes de fadiga muscular no antebraço entre jogadores de eSports e pianistas.
A comparação ainda não foi analisada diretamente entre os dois grupos, mas pode abrir novas possibilidades para prevenção e recuperação de lesões.
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Uzi chegou a retornar às competições em períodos de 2022 e 2023, mas sua trajetória já havia mostrado o impacto que problemas físicos podem ter sobre uma carreira profissional. O caso reforça a necessidade de tratar os eSports como uma atividade que exige preparação, acompanhamento médico e estratégias de recuperação.
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