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Petróleo

Demanda mundial por petróleo deve cair pela primeira vez desde a pandemia; entenda

Publicado 13/07/2026 • 13:00 | Atualizado há 5 horas

KEY POINTS

  • A estimativa aponta uma redução de 1 milhão de barris por dia em 2026.
  • O fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo e gás do mundo.
  • Após a divulgação do relatório, os preços internacionais do petróleo apresentaram leve queda.
Petroleira

Foto: Freepik

Demanda mundial por petróleo deve cair pela primeira vez desde a pandemia; entenda

A demanda global por petróleo deve registrar sua primeira queda anual desde 2020, segundo projeção divulgada nesta sexta-feira (10) pela Agência Internacional de Energia (AIE).

A estimativa aponta uma redução de 1 milhão de barris por dia em 2026, reflexo dos impactos provocados pelo conflito no Oriente Médio, que afetou a produção e as exportações da região.

A avaliação considera que o mercado ainda enfrenta incertezas e depende da estabilização das rotas marítimas para uma recuperação mais consistente, segundo a CNBC.

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Conflito no Oriente Médio

De acordo com a AIE, a principal razão para a retração esperada é a interrupção parcial das exportações de petróleo após os episódios de tensão envolvendo o Irã e os Estados Unidos.

O fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo e gás do mundo, reduziu o fluxo de embarcações e comprometeu o abastecimento internacional.

A agência afirma que a queda na demanda ocorre de forma desigual entre regiões e tipos de combustíveis, refletindo diferentes impactos sobre consumidores e produtores.

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Mesmo com parte das operações sendo retomadas, a instituição alerta que o cenário permanece sensível a novos episódios de instabilidade.

Recuperação do petróleo depende da reabertura das rotas

A previsão da AIE parte do princípio de que o cessar-fogo será mantido e que o Estreito de Ormuz continuará sendo reaberto de forma gradual.

Segundo a agência, esse processo permitiria que produtores retomassem a operação de campos de petróleo e que refinarias voltassem a exportar derivados em ritmo mais próximo do normal.

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Apesar desse cenário considerado base para as projeções, a AIE destaca que qualquer nova escalada militar pode comprometer a recuperação e alterar rapidamente o equilíbrio do mercado internacional.

Excedente pode surgir até o fim do ano

A agência avalia que a combinação entre menor demanda e aumento da produção em outros países pode gerar um excedente de petróleo até o fim de 2026.

Especialistas da instituição afirmam que a recuperação não deverá ocorrer de forma rápida, já que o ambiente continua marcado por incertezas geopolíticas.

Ainda assim, o aumento da oferta fora do Oriente Médio tende a reduzir parte da pressão sobre o mercado global.

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Esse possível excedente também abriria espaço para que diversos países reconstruam seus estoques estratégicos de petróleo.

Preços de petróleo recuam

Após a divulgação do relatório, os preços internacionais do petróleo apresentaram leve queda. O barril do Brent, referência para o mercado internacional, foi negociado em torno de US$ 76, enquanto o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, permaneceu próximo de US$ 72, aproximadamente R$370.

Além das condições de oferta e demanda, investidores acompanham os desdobramentos diplomáticos entre Washington e Teerã.

Autoridades americanas informaram que pretendem manter conversas técnicas com o Irã em busca de uma solução para a crise, embora os confrontos recentes tenham elevado novamente a tensão na região.

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Para a AIE, a evolução será decisiva para determinar se o mercado do petróleo conseguirá recuperar a estabilidade ou continuará enfrentando riscos ao longo dos próximos meses.

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