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CNBCPetróleo dos EUA supera os US$ 80 com fim do cessar-fogo com o Irã

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Por que uma guerra mexe tanto com as ações das companhias aéreas?

Publicado 14/07/2026 • 06:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Conflitos geopolíticos costumam provocar reações nos mercados financeiros, principalmente em setores que dependem diretamente dos preços de energia.
  • O querosene de aviação tem origem na commodity e, por isso, qualquer risco de interrupção no fornecimento pode levar investidores a projetarem custos maiores.
  • Durante a guerra, o petróleo chegou a subir 78%, impulsionado pelo temor de impactos no fornecimento global.
Por que uma guerra mexe tanto com as ações das companhias aéreas?

Foto: unsplash

Por que uma guerra mexe tanto com as ações das companhias aéreas?

Conflitos geopolíticos costumam provocar reações nos mercados financeiros, principalmente em setores que dependem diretamente dos preços de energia. No caso das companhias aéreas, uma guerra pode afetar o valor das ações porque aumenta as incertezas sobre um dos principais custos das empresas: o combustível de aviação.

A relação acontece principalmente por causa do petróleo. O querosene de aviação tem origem na commodity e, por isso, qualquer risco de interrupção no fornecimento pode levar investidores a projetarem custos maiores para as companhias aéreas.

Leia também: Escalada do conflito no Irã desperta pessimismo em relação às ações de companhias aéreas

Esse movimento ganhou força após a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o cessar-fogo com o Irã havia chegado ao fim. A fala aumentou o receio de uma nova escalada do conflito e fez investidores apostarem em uma possível alta do petróleo e em uma queda nas ações do setor aéreo.

No entanto, o mercado apresentou um cenário diferente. Apesar das tensões entre Estados Unidos e Irã, as ações das companhias aéreas mantiveram desempenho positivo desde o início do conflito, em fevereiro.

Petróleo influencia custos das companhias aéreas

Durante a guerra, o petróleo chegou a subir 78%, impulsionado pelo temor de impactos no fornecimento global. Porém, a commodity devolveu completamente os ganhos até a semana passada, reduzindo parte da pressão sobre as empresas aéreas.

Mesmo com as oscilações, o ETF U.S. Global Jets (JETS), que acompanha ações de companhias aéreas, acumulou alta de 10% desde o início do conflito. O ativo, entretanto, caiu 4% nesta quarta-feira (08), após registrar máximas históricas na semana passada.

Esse movimento mostra que o impacto de uma guerra sobre o setor aéreo não depende apenas do petróleo. Investidores também analisam fatores como demanda por viagens, resultados financeiros e capacidade das empresas de controlar custos.

Mercado monitora novas oscilações

Além das ações, o mercado de opções indicou preocupação com possíveis mudanças nos preços do petróleo e dos papéis das companhias aéreas.

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Na terça-feira (07), a compra de opções de venda (puts) representou quase 75% das negociações envolvendo o ETF JETS, com volume cerca de duas vezes superior à média dos últimos 30 dias, segundo dados da ThinkOrSwim e da Cboe LiveVol.

Já no ETF de petróleo dos Estados Unidos (USO), investidores negociaram mais de 32 mil opções de compra (calls), contra pouco mais de 5 mil opções de venda, indicando apostas em uma possível valorização da commodity.

O estrategista-chefe da Blue Line Futures, Phil Streible, avaliou que o mercado vive um movimento de forte reversão de posições, com investidores que apostavam na queda dos ativos reduzindo suas posições após serem surpreendidos pelo desempenho recente.

Leia também: Trump diz não ter certeza se ainda quer acordo com Irã à medida que tensão no Estreito de Ormuz se intensifica

Resultados podem mostrar efeitos do conflito

Os próximos balanços das companhias aéreas devem ajudar investidores a entender os impactos do cenário internacional. A Delta Airlines, por exemplo, divulgará seus resultados antes da abertura do mercado na sexta-feira.

As ações da empresa acumulam alta de 25% no ano, quase três vezes o retorno do índice S&P 500, impulsionadas pela forte demanda dos consumidores e por condições favoráveis para as operações.

Assim, uma guerra afeta as companhias aéreas principalmente porque altera as expectativas sobre petróleo, combustível e custos futuros. Embora o conflito possa pressionar o setor, o desempenho das ações também depende de fatores como demanda por viagens e resultados financeiros das empresas.

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