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Companhias aéreas cortam quase 100 voos por dia no Brasil; entenda
Publicado 20/05/2026 • 07:30 | Atualizado há 18 minutos
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Publicado 20/05/2026 • 07:30 | Atualizado há 18 minutos
KEY POINTS
Foto: Magnific
Companhias cortam quase 100 voos por dia no Brasil após crise do petróleo
A disparada do petróleo causada pela atual guerra no Oriente Médio já afeta o setor aéreo brasileiro. As companhias reduziram e diminuíram a oferta de voos diante do avanço dos custos com querosene de aviação. O movimento já pressiona o mercado e aumenta o risco de passagens mais caras nos próximos meses.
Segundo levantamento da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o Brasil perdeu em média 93 voos por dia durante o mês de maio. O corte acontece em um momento em que as empresas ainda tentam recuperar as finanças após os impactos da pandemia, enquanto enfrentam agora uma nova pressão nos custos operacionais.
Leia também: Aumento na produção de petróleo indica transição energética mais lenta
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o empresário e especialista em aviação José Antônio Brasileiro afirmou que as companhias aéreas passaram a cortar principalmente rotas menos rentáveis e direcionar aeronaves para mercados com maior demanda.
De acordo com ele, os cortes já somam cerca de 2.900 voos apenas em maio. O número representa a retirada operacional de aproximadamente 31 aeronaves narrow-body, usadas em rotas domésticas por empresas como Gol, Azul e Latam.
De acordo com José Antonio, a medida busca reduzir perdas diante da forte alta do combustível. Ele explicou que as empresas preferem reorganizar a malha aérea antes de repassar totalmente os custos ao consumidor.
“É uma quantidade muito elevada de aeronaves e de corte de rotas necessário para enfrentar essa situação com mais tranquilidade”, afirmou.
O especialista destacou que a redução na oferta de assentos tende a pressionar naturalmente os preços das passagens aéreas. Embora o aumento ainda não pareça de forma generalizada, a expectativa é de reajustes graduais nos próximos meses.
José afirmou que o impacto será diferente em cada região do país. Mercados com menos concorrência e menor oferta de voos devem sofrer aumentos mais fortes, enquanto rotas mais movimentadas conseguem absorver melhor a pressão.
“O mercado que tem menos oferta naturalmente vai precisar trabalhar com preços mais elevados para equilibrar as contas”, explicou.
Além disso, o setor acompanha o fim dos incentivos tributários sobre o querosene de aviação, previsto para 31 de maio. Segundo o especialista, a retirada do benefício pode acelerar ainda mais o aumento das tarifas.
Leia também: Petróleo dispara com impasse entre EUA e Irã e temor sobre oferta global
Ainda na avaliação de José Antônio, a disparada do petróleo agravou um cenário que já era considerado delicado pelas companhias aéreas brasileiras. Segundo ele, o setor ainda estava em processo de recuperação financeira após a pandemia quando passou a enfrentar o novo choque nos custos.
“A alta do combustível não é o problema central. Ela está agravando um problema que já existia”, afirmou o especialista.
Apesar da pressão sobre os custos do petróleo, José descartou qualquer risco de desabastecimento de combustível no Brasil. De acordo com ele, o país possui estrutura suficiente para manter o fornecimento de querosene para companhias aéreas.
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