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Cripto Brasil: Regulação das criptomoedas deve impulsionar fusões e aquisições
Publicado 12/06/2026 • 22:30 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 12/06/2026 • 22:30 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
A regulamentação das empresas que atuam no mercado de criptomoedas no Brasil deve desencadear um ciclo de fusões e aquisições nos próximos anos, avalia Guilherme Bissoli, sócio-gerente da Coins.xyz Brasil. Segundo ele, as exigências de capital, governança e controle previstas pelo Banco Central tendem a aumentar a pressão sobre companhias menores e acelerar o processo de consolidação do setor.
Para Bissoli, o movimento não deve ficar restrito às empresas diretamente ligadas ao mercado de ativos digitais. “Devido aos níveis de capital necessário, ao nível de governança necessário e à observabilidade da operação, você vai acabar tendo players menos capitalizados se juntando com players de fora que veem no Brasil uma oportunidade de estabelecer um novo trilho para a execução das transações”, afirmou.
Na avaliação do executivo, o avanço regulatório deverá aproximar o mercado de ativos digitais das exigências já observadas no sistema financeiro tradicional. Com isso, empresas que operavam com estruturas mais enxutas precisarão investir em processos, controles e mecanismos de supervisão.
Leia também: Cripto Brasil: avanço de regulação pró-cripto nos EUA pode ampliar pressão competitiva sobre Brasil
“Eu acredito que, em decorrência disso, a gente vai ter sim um mercado de fusões e aquisições”, disse.
Segundo ele, a tendência é especialmente relevante entre companhias ligadas a pagamentos e movimentação de moedas fiduciárias, segmento que também passa por mudanças regulatórias promovidas pelo Banco Central.
Bissoli avalia que a regulamentação representa uma mudança significativa para empresas que cresceram em um ambiente com menos exigências formais. Segundo ele, muitas companhias do setor desenvolveram suas operações de forma mais artesanal e agora precisarão se adaptar a padrões semelhantes aos exigidos de instituições financeiras tradicionais.
Leia também: Bitcoin e criptos entram em fase mais madura; veja o que está mudando no setor
“Você tem hoje no mercado de ativos digitais muitos players que sempre operaram de forma artesanal. O Banco Central está trazendo a dinâmica e a lógica regulatória do mundo tradicional, dos bancos, para essas empresas”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCPara o executivo, o objetivo da autoridade monetária é fortalecer a proteção dos usuários e aumentar a confiança no setor. “O Banco Central está separando os players que são capazes de entregar essa segurança para os consumidores”, disse.
A Coins.xyz afirma que iniciou sua preparação para o novo ambiente regulatório ainda em 2022, acompanhando as consultas públicas conduzidas pelo Banco Central. Segundo Bissoli, a empresa utiliza como referência experiências acumuladas em mercados onde a regulamentação já está mais consolidada.
Leia também: Como o Banco Central vem endurecendo as regras para criptomoedas no Brasil
O executivo destacou o caso das Filipinas, onde a legislação voltada para prestadores de serviços de ativos virtuais existe desde 2017 e foi efetivada em 2021. Segundo ele, a experiência internacional permitiu que a empresa chegasse ao processo brasileiro com uma estrutura mais avançada.
“A gente se preparou lá atrás. O que estamos fazendo agora é adequar os fluxos de outra jurisdição às regras que estão sendo disponibilizadas pelo Banco Central no Brasil”, afirmou.
Apesar dos avanços na regulamentação, Bissoli acredita que o processo ainda passará por mudanças antes de sua consolidação definitiva. Por isso, as empresas seguem acompanhando a evolução das regras para adaptar suas operações.
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“A gente acredita que ainda vai ter muita alteração. Neste momento, estamos ajustando a operação para nos adequarmos ao que o Banco Central está pedindo”, concluiu.
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