Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Do 5º lugar ao 10º: por que o Brasil ficou abaixo da projeção de potência econômica feita há 15 anos?
Publicado 15/07/2026 • 11:00 | Atualizado há 2 meses
Trump propõe renomear o Estreito de Ormuz para ‘Estreito Trump’
Chevron vai ampliar operações na Venezuela e mais que dobrar produção com investimento de US$ 7 bilhões
CEO da Berkshire, Abel diz que Alphabet é uma “empresa relevante” em I.A após aumento da participação no 2º trimestre
Banco do Canadá avalia impacto das tarifas de Trump antes de decidir sobre juros
China diverge de G20 em crítica a exportações baratas e desequilíbrios globais, diz Bessent
Publicado 15/07/2026 • 11:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Canva
Brasil dá novo passo contra o tarifaço e aciona a OMC
Quinze anos após um estudo apontar que o Brasil poderia se tornar a quinta maior economia do mundo até 2016, o cenário é bem diferente.
Em 2026, o país deve encerrar o ano na décima posição do ranking global em Produto Interno Bruto (PIB) nominal, segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI).
A distância entre a projeção e a realidade reflete uma combinação de recessão, baixo investimento e dificuldades históricas para aumentar a produtividade da economia.
Leia também: Opep mantém Brasil como peça-chave no mercado de petróleo até 2027
A previsão fazia parte de um relatório divulgado em julho de 2011 por uma força-tarefa independente patrocinada pelo Council on Foreign Relations (CFR), um dos principais centros de estudos de política internacional dos Estados Unidos.
Na época, o Brasil vivia um momento de forte crescimento econômico, impulsionado pelo consumo interno, pela expansão do crédito, pelo avanço das exportações e pelas descobertas do pré-sal.
Quando o documento foi publicado, o Brasil ocupava a oitava posição entre as maiores economias do planeta e havia registrado crescimento de 7,5% do PIB em 2010, um dos melhores resultados de sua história recente.
Leia também: Roraima lidera ranking das passagens aéreas mais caras do Brasil; veja
O relatório destacava fatores que sustentavam o otimismo, como a expansão da classe média, o fortalecimento do mercado consumidor, o crescimento do agronegócio, da mineração e o potencial das reservas de petróleo descobertas na camada pré-sal.
Na avaliação dos especialistas, esses fatores poderiam colocar o país entre as cinco maiores economias do mundo em poucos anos.
O avanço econômico perdeu força logo depois. Após crescimento mais moderado em 2011, a atividade desacelerou até que o país enfrentou uma das maiores crises econômicas de sua história.
Em 2015, o PIB recuou 3,5%. No ano seguinte, caiu mais 3,3%, justamente quando a projeção indicava que o Brasil alcançaria a quinta posição mundial.
Leia também: Produção de alumínio no Brasil cresce 8,5% e chega ao maior nível desde 2013
Além da retração da atividade econômica, os investimentos também diminuíram. A taxa de investimento atingiu 15,5% do PIB em 2016, o menor nível desde o início da série histórica iniciada em 1995, reduzindo a capacidade de expansão da economia no longo prazo.
O próprio relatório de 2011 já alertava que o crescimento brasileiro dependeria da superação de obstáculos estruturais.
Entre os principais desafios estavam a deficiência da infraestrutura, a baixa qualidade da educação básica, a falta de mão de obra qualificada, o pequeno volume de investimentos em inovação e a complexidade do sistema tributário e regulatório.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCOutro ponto destacado era a elevada dependência das exportações de commodities, tornando a economia mais vulnerável às oscilações dos preços internacionais e ao ritmo de crescimento da demanda asiática.
Leia também: Competitividade do milho brasileiro cai frente a EUA e Argentina; El Niño aumenta risco
Uma das previsões que se confirmou foi o crescimento da produção de petróleo. Em abril de 2026, o Brasil registrou produção recorde de 4,34 milhões de barris de petróleo por dia, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O pré-sal respondeu por mais de 80% da produção nacional de petróleo e gás. O avanço consolidou o país entre os grandes produtores mundiais de energia e ampliou receitas com exportações e investimentos no setor.
Mesmo assim, o desempenho não foi suficiente para levar o Brasil ao tamanho econômico previsto há 15 anos.
Leia também: Câmara esconde autores de R$ 1,3 bilhão em emendas, mostra relatório do Transparência Brasil
Economistas apontam que o aumento da produção de recursos naturais gera riqueza importante, mas não substitui ganhos permanentes de produtividade, melhoria da educação, inovação tecnológica e expansão da infraestrutura.
Segundo as projeções mais recentes do FMI, o Brasil deve registrar PIB nominal de aproximadamente US$ 2,64 trilhões em 2026. O valor mantém o país em torno da décima posição entre as maiores economias do mundo.
Como esse ranking considera o PIB convertido para dólares, o resultado também sofre influência das variações do câmbio, além do desempenho da atividade econômica.
Leia também: Waze: modo moto e Gemini integrado chegam hoje ao Brasil; confira as novidades
Quinze anos depois, o estudo do CFR mostra que parte das expectativas se confirmou, principalmente no fortalecimento do agronegócio, na expansão das exportações de commodities e no crescimento da produção de petróleo.
Por outro lado, os principais entraves identificados no relatório permaneceram presentes ao longo desse período.
Leia também: Brasil conclui 45% do maior programa de internet por fibra em rios do mundo
A combinação entre crises econômicas, baixo investimento e reformas estruturais incompletas reduziu o ritmo de crescimento do país e afastou a possibilidade de o Brasil alcançar a posição de quinta maior economia do mundo no prazo previsto.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Bilibili chega ao Brasil: veja os requisitos para monetizar
2
Resultado da Lotofácil: veja os números sorteados no concurso 3777
3
Mansur, ex-proprietário da Reag, oferece à PGR informações sobre R$ 20 bilhões atribuídos a Daniel Vorcaro
4
iPhone 18 Pro: veja tudo o que já foi revelado sobre o novo aparelho
5
Uber demite 3.300 funcionários, acaba com home-office e elimina 20% dos gestores; ação avança 2% no pré-market