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Do 5º lugar ao 10º: por que o Brasil ficou abaixo da projeção de potência econômica feita há 15 anos?
Publicado 15/07/2026 • 11:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 15/07/2026 • 11:00 | Atualizado há 1 hora
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Foto: Canva
Do 5º lugar ao 10º: por que o Brasil ficou abaixo da projeção de potência econômica feita há 15 anos?
Quinze anos após um estudo apontar que o Brasil poderia se tornar a quinta maior economia do mundo até 2016, o cenário é bem diferente.
Em 2026, o país deve encerrar o ano na décima posição do ranking global em Produto Interno Bruto (PIB) nominal, segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI).
A distância entre a projeção e a realidade reflete uma combinação de recessão, baixo investimento e dificuldades históricas para aumentar a produtividade da economia.
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A previsão fazia parte de um relatório divulgado em julho de 2011 por uma força-tarefa independente patrocinada pelo Council on Foreign Relations (CFR), um dos principais centros de estudos de política internacional dos Estados Unidos.
Na época, o Brasil vivia um momento de forte crescimento econômico, impulsionado pelo consumo interno, pela expansão do crédito, pelo avanço das exportações e pelas descobertas do pré-sal.
Quando o documento foi publicado, o Brasil ocupava a oitava posição entre as maiores economias do planeta e havia registrado crescimento de 7,5% do PIB em 2010, um dos melhores resultados de sua história recente.
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O relatório destacava fatores que sustentavam o otimismo, como a expansão da classe média, o fortalecimento do mercado consumidor, o crescimento do agronegócio, da mineração e o potencial das reservas de petróleo descobertas na camada pré-sal.
Na avaliação dos especialistas, esses fatores poderiam colocar o país entre as cinco maiores economias do mundo em poucos anos.
O avanço econômico perdeu força logo depois. Após crescimento mais moderado em 2011, a atividade desacelerou até que o país enfrentou uma das maiores crises econômicas de sua história.
Em 2015, o PIB recuou 3,5%. No ano seguinte, caiu mais 3,3%, justamente quando a projeção indicava que o Brasil alcançaria a quinta posição mundial.
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Além da retração da atividade econômica, os investimentos também diminuíram. A taxa de investimento atingiu 15,5% do PIB em 2016, o menor nível desde o início da série histórica iniciada em 1995, reduzindo a capacidade de expansão da economia no longo prazo.
O próprio relatório de 2011 já alertava que o crescimento brasileiro dependeria da superação de obstáculos estruturais.
Entre os principais desafios estavam a deficiência da infraestrutura, a baixa qualidade da educação básica, a falta de mão de obra qualificada, o pequeno volume de investimentos em inovação e a complexidade do sistema tributário e regulatório.
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Siga o Times | CNBCOutro ponto destacado era a elevada dependência das exportações de commodities, tornando a economia mais vulnerável às oscilações dos preços internacionais e ao ritmo de crescimento da demanda asiática.
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Uma das previsões que se confirmou foi o crescimento da produção de petróleo. Em abril de 2026, o Brasil registrou produção recorde de 4,34 milhões de barris de petróleo por dia, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O pré-sal respondeu por mais de 80% da produção nacional de petróleo e gás. O avanço consolidou o país entre os grandes produtores mundiais de energia e ampliou receitas com exportações e investimentos no setor.
Mesmo assim, o desempenho não foi suficiente para levar o Brasil ao tamanho econômico previsto há 15 anos.
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Economistas apontam que o aumento da produção de recursos naturais gera riqueza importante, mas não substitui ganhos permanentes de produtividade, melhoria da educação, inovação tecnológica e expansão da infraestrutura.
Segundo as projeções mais recentes do FMI, o Brasil deve registrar PIB nominal de aproximadamente US$ 2,64 trilhões em 2026. O valor mantém o país em torno da décima posição entre as maiores economias do mundo.
Como esse ranking considera o PIB convertido para dólares, o resultado também sofre influência das variações do câmbio, além do desempenho da atividade econômica.
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Quinze anos depois, o estudo do CFR mostra que parte das expectativas se confirmou, principalmente no fortalecimento do agronegócio, na expansão das exportações de commodities e no crescimento da produção de petróleo.
Por outro lado, os principais entraves identificados no relatório permaneceram presentes ao longo desse período.
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A combinação entre crises econômicas, baixo investimento e reformas estruturais incompletas reduziu o ritmo de crescimento do país e afastou a possibilidade de o Brasil alcançar a posição de quinta maior economia do mundo no prazo previsto.
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